Facebook
Busca
Notícias
Incêndio atinge prédio comercial na Zona Oeste de SP

Veja mais...

Primeiros Resultados da Nova Lei do PMOC

Veja mais...

Guia para Inspeção
Área Restrita
E-mail:   Senha:  

A delicada relação entre ar-condicionado, conforto e saúde


Data: 04-10-2011



Por Marcelo Cypriano
marcelo.cypriano@arcauniversal.com

Há muito mais em jogo do que somente a temperatura


O inverno já se foi. A primavera traz um clima mais ameno, mas algumas pessoas já começam a transpirar com antecedência, sendo que o verão nem chegou ainda. Compreensível, pois cada um é sensível ao calor e ao frio de formas diferentes. Mas se em casa dá para escolher ligar o condicionador de ar ou não (ou mesmo nem comprá-lo), no trabalho e em outros espaços de uso coletivo a discórdia pode acontecer. Nada que uma conversa civilizada (para quem é capaz disso) não possa resolver.

Segundo o engenheiro Carlos Kayano, presidente do Departamento Nacional de Empresas Projetistas e Consultores (DNPC) da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), não basta a impressão de ar frio. Um bom sistema de climatização deve preencher cinco quesitos básicos que influenciam na qualidade do ar e contribuem para um ambiente saudável: controle de temperatura, umidade, filtragem, difusão e renovação do ar.

Para Kayano, é muito importante contratar uma empresa experiente para o projeto, a instalação ou a manutenção do sistema de climatização. Ela deve ser capaz de um ótimo atendimento, fornecendo informações detalhadas sobre qualquer procedimento. Elas devem obedecer às normas técnicas estabelecidas e apresentar documentação de projeto completa. E os projetos devem garantir não só a funcionalidade das instalações, mas também a saúde, a eficiência energética e o conforto, de acordo com os usuários do ambiente.

Conforme o Departamento de Qualidade do Ar de Interiores da Abrava, uma pessoa adulta respira cerca de 10 mil litros de ar por dia, em média. E passa 85% do dia em ambientes fechados, geralmente climatizados artificialmente, como escritórios, hospitais, estabelecimentos de ensino, bancos, veículos e outros. Elas podem sempre opinar a respeito da temperatura, mas não têm a exata noção sobre as condições inadequadas do ar que respiram.

Outro engenheiro, Roberto Montemor, diz que “a temperatura média utilizada deve ser de cerca de 24 graus Celsius, o que permite uma umidade relativa do ar em torno de 55%, ideal para a saúde”. Ele desanima o pessoal que tem “síndrome de boneco de neve”: “Se pensarmos em 18 graus, é temperatura de câmara fria. Posso afirmar que o ambiente estará gelado, com umidade do ar inadequada, o que prejudica a saúde.”

Portanto, nem sempre uma temperatura agradável no ambiente quer dizer ar saudável. Alguns sinais de que a qualidade dele não é boa e o sistema de climatização não funciona da forma correta são bem perceptíveis: sentir uma corrente de ar na pele de forma excessiva, ambiente abafado e falta de circulação indicam erro na difusão. Sentir a boca, nariz ou olhos ressecados aponta para a baixa umidade. Há outros sinais visíveis, como manchas escuras perto dos difusores no teto, que evidenciam a falta ou a inadequação dos filtros.

Um projeto bem realizado, a manutenção constante e uma análise prévia do uso do ambiente (ou de alguma modificação nele) garantem bons resultados. E quando o assunto é saúde, a importância do projeto é de 100%.


Para maiores informações Clique aqui ou envie um e-mail para marcelo.cypriano@arcauniversal.com.

Os conteúdos das matérias não refletem necessariamente a opinião do Qualindoor.




Voltar
ABRAVA - Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento
Qualindoor - Departamento Nacional da Qualidade do Ar Interno

    Av. Rio Branco, 1492, São Paulo, SP, CEP 01206-001, Fone (11) 3361 7266