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Com carro e ar-condicionado, pobre dos EUA é classe média no Brasil


Data: 12-10-2011

IG

Quando se pensa nos EUA, a imagem que vem à cabeça é normalmente de riqueza. Prédios altos, muitas lojas e cenários de filmes. Trata-se, afinal, da maior economia do planeta. Mas a verdade é que o povo americano nunca foi tão pobre. Pelo menos não oficialmente, desde que o país passou a realizar o Censo, 52 anos atrás.

Cerca de 2,6 milhões nos EUA passaram da classe média para baixo da linha de pobreza só em 2010. E o Censo mostra que o ano passado foi o terceiro, consecutivo, em que a taxa de pobreza aumentou (passou de 14,3% da população para 15,1%). Mais de 46,2 milhões são considerados pobres no país com o mais alto PIB do mundo. Cerca de 15,4 milhões vivem em extrema pobreza. Tudo isso é resultado da recessão que atingiu o país dois anos atrás e que deixou como legado uma alta taxa de desemprego, acima de 9%, entre outros fatores.

A pobreza americana, porém, é muito diferente da latino-americana. Uma pesquisa da Fundação Heritage, utilizando os dados levantados pelo próprio Censo, aponta que, entre as famílias consideradas pobres nos EUA:

- 80% têm ar-condicionado em casa;

- 92% têm forno de micro-ondas;

- quase 75% têm pelo menos um carro;

- mais de 60% têm TV a cabo;

- mais da metade tem computador, e 43% têm acesso à internet;

- 83% das famílias afirmam ter alimentos suficientes;

- 42% delas são proprietárias das residências onde moram.

“Não estamos dizendo que nos EUA não existe pobreza, mas claramente trata-se de uma pobreza muito diferente dos países de terceiro mundo”, disse ao iG Rachel Sheffield, uma das autoras da pesquisa da Fundação Heritage. “Essas pessoas passam necessidades, têm dificuldades para chegar até o fim do mês com algum dinheiro, mas não são miseráveis”, afirmou.

Para entender a diferença entre um pobre americano e um pobre em um país em desenvolvimento, é preciso observar como cada um é classificado. Nos países em desenvolvimento, o Banco Mundial caracteriza como pobres os que ganham menos de US$ 2 por dia, e extremamente pobres aqueles que ganham menos de US$ 1,25. No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) classifica como pobre quem vive com uma renda mensal de até R$ 134.

Nos EUA, consideram-se extremamente pobres aqueles cuja renda anual não chega a US$ 10 mil (ou US$ 833 por mês - R$ 17.589 e R$ 1.465, respectivamente). Uma pessoa é considerada pobre se sua renda anual não chegar a US$ 11.334 (ou US$ 944 por mês - R$ 19.965 e R$ 1.663, respectivamente), enquanto uma família de quatro pessoas é considerada pobre se a renda familiar anual não chegar a US$ 22.314 (ou US$ 1.860 mensais - R$ 39.306 e R$ 3.276, respectivamente).

No Brasil, uma família com essa renda é considerada classe B, ou seja, a classe média tradicional. Se fossem usadas as medidas americanas no Brasil, metade da população seria considerada pobre, incluindo dois terços da classe média do País. É importante entender, porém, que os custos de vida nos EUA são em média mais altos que no Brasil e, por isso, mesmo ganhando mais, o poder de consumo dos pobres americanos não é necessariamente maior que o de parte dos pobres brasileiros.


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