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Cetesb atualiza dados dos relatórios de qualidade do ar, águas e praias


Data: 02-04-2012


Como ocorre todos os anos, a CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo apresenta os relatórios de qualidade do ar, das águas superficiais e de balneabilidade das praias, referentes a 2011.Os documentos estão disponíveis no site www.cetesb.sp.gov.br. As três publicações somam quase 700 páginas, sem considerar os apêndices, com informações geradas, “online”, nas redes automáticas ou por meio de coletas manuais realizadas periodicamente.



Os estudos trazem informações coletadas nas 44 estações automáticas e 41 pontos de monitoramento manual da qualidade do ar, 413 pontos de amostragem em rios, reservatórios e regiões estuarinas e marinhas, e em 156 pontos de coleta em 137 praias do Litoral paulista. Essas informações consolidam um instrumento de gestão que embasa as ações de fiscalização e controle implementadas pela CETESB e orienta as políticas públicas governamentais na área ambiental.



Qualidade do ar



Dados do Relatório de Qualidade do Ar, mostram que, na Região Metropolitana de São Paulo - RMSP, as concentrações de dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO) e partículas inaláveis (MP10) são menores do que as observadas no final de década de 90 e início dos anos 2000, em função dos diversos programas de controle adotados.



Dos poluentes atmosféricos monitorados pela CETESB, o ozônio, como vem ocorrendo nos últimos anos, é o que apresentou as concentrações mais elevadas, superando com frequência o padrão legal de 160 microgramas/m3. Na Região Metropolitana de São Paulo, o padrão foi ultrapassado em 96 dias ao longo de 2011, contra 61 dias em 2010.



A explicação básica reside na frota de cerca de 6,5 milhões de veículos da RMSP, que constitui a principal fonte de emissão dos poluentes que, em determinadas condições meteorológicas, formam o ozônio. No entanto, não é possível concluir se o aumento registrado representa efetivamente uma tendência, pois as condições meteorológicas, em 2011, sob a influência do fenômeno climático conhecido como “La Niña”, foram propícias para a formação desse poluente.



Assim como na RMSP, o ozônio é o poluente que mais viola o padrão de qualidade do ar, tanto no interior quanto no litoral. Foram registradas ultrapassagens dos padrões nos municípios de Americana, Jundiaí, Paulínia, Piracicaba, Jacareí, São José dos Campos, Jaú, Santos e Cubatão.



Outros poluentes, como o dióxido de enxofre (SO2) e monóxido de carbono (CO), apesar das condições meteorológicas desfavoráveis, apresentaram níveis entre os mais baixos da década, na RMSP. O dióxido de nitrogênio (NO2), que é um dos precursores do ozônio, não registrou nenhuma ultrapassagem dos limites legais. O padrão anual deste poluente não é ultrapassado há mais de uma década.



No caso das partículas inaláveis (MP10), as concentrações na RMSP mantiveram-se praticamente estáveis, registrando em 2011 a média de 38 microgramas/m3, abaixo do padrão anual de 50 microgramas/m3. Osasco, na Grande São Paulo, teve uma ultrapassagem do padrão diário de 150 microgramas/m3. Nas demais regiões do Estado, os padrões de MP10 foram ultrapassados em Rio Claro, Santa Gertrudes, Piracicaba-Algodoal e área industrial de Cubatão. Em Santa Gertrudes, e Vila Parisi, em Cubatão, as concentrações de particulados apresentaram médias bem superiores ao padrão anual.



Praias



Em 2011, registrou-se uma melhora na qualidade das praias do Litoral Norte em relação ao ano anterior. No tocante à Baixada Santista, as condições de balneabilidade foram piores do que em 2010. Essa piora deve-se à ocorrência de dois eventos de chuva muito intensa que tornaram impróprias todas as praias de Bertioga e muitas de Guarujá, o que prejudicou o índice de praias boas durante o ano de 2011 dessa região do litoral. Em função disso, o litoral do Estado de São Paulo apresentou 24% de praias próprias o ano todo em 2011. Em 2008, os índices apresentaram comportamento semelhante com o número de praias próprias permanecendo abaixo dos 25%.



A avaliação desse mesmo índice ao longo dos últimos dez anos revela uma tendência de piora, com a diminuição das praias que permanecem próprias para banho o ano todo. Essa tendência pode ser explicada pelo aumento de cerca de 20% da população nesse período em conjunto com a deficiência na coleta dos esgotos na região.



Por outro lado, avaliando a frequência de praias próprias, no Litoral Norte, nota-se que no período de 2002 a 2011, em todos os anos, a média de praias próprias permaneceu acima de 80%. Na Baixada Santista isso só ocorreu em 2002, 2003 e 2007, indicando, nesta região, uma pior condição de balneabilidade.



A chuva tem grande influência na qualidade das praias e, em geral, menores índices pluviométricos indicam melhores condições de balneabilidade. 2006 e 2008 foram anos mais chuvosos que refletiram na maior quantidade de praias Impróprias. Em 2011, apesar do total de chuva estar dentro da média histórica nas três regiões do Litoral, na Baixada Santista os índices pluviométricos nos três primeiros meses do ano foram mais elevados, o que explica, parcialmente, as piores condições registradas nesse ano.



Águas superficiais



O Relatório de Qualidade das Águas Superficiais do Estado de São Paulo aponta uma melhora na qualidade das águas nos rios paulistas, em 2011, em decorrência principalmente dos investimentos realizados em saneamento, a partir de 2006, aumentando o índice de tratamento do esgoto doméstico de 40% para 55%. Essa melhora é, ainda, resultado das ações de controle das fontes industriais efetuadas pela CETESB.



Como resultado, 86% dos pontos monitorados mantiveram, em 2011, classificações como ótima, boa e regular. Dos 198 pontos de amostragem, onde foi possível estabelecer uma série de 1996 a 2011, 17 apresentaram uma tendência de melhora, relacionadas principalmente a melhorias no sistema de saneamento básico.

No entanto, o esgoto doméstico é, ainda, o maior responsável pela presença, acima dos padrões estabelecidos pela legislação, de indicadores de poluição das águas como coliformes termotolerantes, fósforo total, Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO, nitrogênio amoniacal e surfactantes, bem como de ferro, alumínio e manganês. Metais como zinco, cádmio, mercúrio e chumbo, que estão associados aos lançamentos de efluentes industriais, apresentaram pequeno número de resultados desconformes, o que indica a eficiência no controle das fontes industriais no Estado.



A avaliação dos pontos de captação de água para abastecimento público indicou que em 81% dos locais foram registradas classificações ótima, boa e regular. Os indicadores que influenciaram negativamente os resultados, como a presença de substâncias tóxicas, foram registrados nos reservatórios Jundiaí,Taiaçupeba, Cabuçu, Guarapiranga, Itupararanga, Cascata, Córrego Água do Norte e Billings, no braço do Taquacetuba e no Canal de Fuga.



O Reservatório Itupararanga vem apresentando uma piora em relação aos anos anteriores, principalmente com relação à presença de cianobactérias.

Para fazer o download dos relatórios, vá em clique aqui.


Para maiores informações Clique aqui

Os conteúdos das matérias não refletem necessariamente a opinião do Qualindoor.




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