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Dutos de ar condicionado são risco cotidiano de contaminação, até em hospitais


Data: 19-07-2012



Foto: Teias de aranha e poeira se acumulam nos dutos.

Luciana Brazil

Em teatros, shoppings, edifícios ou em qualquer local público onde exista um sistema de ar-condicionado ou ventilação instalado,o ar que respiramos pode não estar tão limpo quanto pensamos.


perguntou qual é a qualidade do ar que você respira? Se nas ruas acreditamos que a poluição é uma das responsáveis pelos maiores problemas que influenciam o nosso bem estar, fique sabendo que nos lugares fechados, pode ser ainda pior. Em teatros, shoppings, edifícios ou em qualquer local público onde exista um sistema de ar-condicionado ou ventilação instalado, o perigo existe. E nos ambientes onde o ar deveria ser ponto de partida para a boa saúde, como hospitais e clínicas, a situação é grave.

No Estado a realidade é considerada alarmante, já que as redes de duto de ar escondem verdadeiras fontes de contaminação por causa da sujeira que se instala nas tubulações. Em Campo Grande, nos hospitais e clínicas a condição é crítica já que não existe interesse das firmas em fazer a limpeza, como afirmam os donos de empresas especializadas, as raras que existem na cidade.

Após a morte do ministro das Comunicações, Sergio Motta, em 1998, após contrair uma bactéria que se aloja no ar-condicionado, a Legionella, o Ministério da Saúde baixou portaria exigindo a higienização mensal dos aparelhos de ar-condicionado. A bactéria oportunista ataca, principalmente, pessoas com sistema imunológico debilitado.

Porém, mesmo sendo uma determinação, em Campo Grande a realidade é outra. O proprietário da DHL Diagnóstica e Hospitalar, Marcelo Ferreira Mello, uma das poucas empresas que realiza limpeza de tubulações, avalia que a situação é preocupante.

“É uma questão de saúde pública. O índice de contaminação, o índice de doenças transmitidas pelo ar é grande e posso garantir que quase 100% dos locais em Campo Grande não faz a limpeza correta dos dutos”. Mas Mello lembra também que todos demonstram interesse em fazer a limpeza.

Desde os mais inusitados objetos como embalagens de veneno de rato, até mesmo animais mortos como ratos, pombos e escorpiões, além de pó, muito pó, já foram encontrados nos dutos, como lembrou Marcelo.

"Já vimos muita coisa e esses locais estão sempre muito sujos".

Sem entender o motivo do pouco interesse das empresas em Campo Grande, o casal sul-mato-grossense Roberto Bogado, 48 anos, e Tania Balbino, 48 anos, abriu uma empresa, a Inova Ar-Condicionado, em Londrina, no Paraná.

“Lá, é um costume e, além disso, existe vigilância. O avanço é enorme nessa área. Depois da manutenção, nós emitimos um laudo certificando que foi feita a manutenção”, diz Roberto.

Segundo ele, nenhum hospital em Campo Grande realiza esse tipo de limpeza. “Só para se ter uma noção, nos centros-cirúrgicos é obrigatório o uso de um filtro chamado G3, antibacteriano, mas nenhum hospital tem”, conclui.

“Aqui as empresas não se preocupam. Acham que trocar o filtro que fica no ar-condicionado é suficiente, mas não sabem como é importante limpar os dutos”, diz Tania.

Para o casal, a saúde não recebe a fiscalização necessária em Campo Grande. “Até agora não morreu ninguém, na verdade a deve ter morrido, mas ninguém fala”, diz Roberto.

Como fica a saúde?-De acordo com os médicos, a limpeza adequada e periódica dos filtros e dutos de ar evitam inúmeras doenças respiratórias.

Segundo a médica infectologista e coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário, Andyane Tetila, pessoas que estão rotineiramente em locais onde não há manutenção dos sistemas de ar ou ventilação tendem a apresentar doenças respiratórias. “Podem também desencadear quadros alérgicos como rinite, asma e sinusite”, diz Tetila.

“Muitas das doenças são alergias denominadas de "síndrome do edifício doente", designado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) na década de 80”, explica.

No caso dos hospitais, a médica ressalta que os sistemas de ar e ventilação devem passar por manutenção e limpeza periódicas, além de rigorosas, já que são encontrados facilmente micro-organismos que transmitem infecções respiratórias complicadas, como tuberculose e o vírus influenza.

“Nestes ambientes, pacientes encontram-se debilitados e apresentam maior risco de evolução para um quadro de infecção grave se forem expostos a novos agentes. Além disso, também há o comprometimento da saúde ocupacional, dos profissionais que atuam nas instituições”.

A médica, com mestrado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), afirma ainda que os riscos à saúde ocasionados pelos aparelhos de ar condicionado ou dutos de ar em sistemas de ventilação ocasionam primeiramente o ressecamento das vias aéreas, devido a baixa umidade do ar.

“Além dos quadros de infecção, podem também desencadear quadros alérgicos como rinite, asma e sinusite”.

Vigilância: Não existe em Campo Grande um programa que normatize a vistoria em hospitais, clínicas ou ainda em outros locais. De acordo com o fiscal de Vigilância Sanitária do Estado, Kariston Abel, a orientação é para que as empresas façam, por conta própria, periodicamente a limpeza dos dutos.

“Existe uma normatização, mas não acontece a inspeção. Existe uma portaria detalhada para locais como centro-cirúrgicos, mas a realidade é a mesma e não são fiscalizados”, afirma Abel.

Em Campo Grande, os grandes hospitais públicos afirmaram, por meio da assessoria de imprensa, que realizam periodicamente a limpeza dos dutos.

A Vigilância Sanitária estadual é responsável pela inspeção dos hospitais e clínicas que oferecem internação. Fica a cargo do município a inspeção das clínicas e hospitais onde não acontecem internações.

Limpeza: Atualmente as empresas realizam, tanto a limpeza quanto a manutenção, de forma robotizada. Um mini robô entra no duto e depois de capturar as imagens, uma espécie de vassoura faz a escovação à seco do local. Por último um aspirador retira toda a sujeira.


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