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Ar-condicionado sujo é prejudicial à saúde


Data: 02-12-2012

Fábio Castaldelli


Maringá registrou, no fim de outubro, 38,4ºC de temperatura máxima, considerada a maior dos últimos 13 anos - vale lembrar que o verão só começa no dia 21 de dezembro.

É com a chegada de dias e noites cada vez mais quentes que o ar-condicionado começa a operar sem folga, transformando os imóveis, antes quentes e abafados, em locais agradáveis para morar ou trabalhar. O que nem todos sabem é que a falta de limpeza e o uso exagerado do aparelho podem comprometer a saúde.

O presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia da regional do Paraná (Asbai-PR), Herberto José Chong Neto, afirma que entre as principais doenças que podem ser agravadas ou desenvolvidas estão as do aparelho respiratório, como asma, rinite e bronquite.

"Quando a limpeza não é feita da forma correta, impurezas e agentes nocivos à saúde, como fungos, bactérias e poeira, se acumulam nos dutos e no interior do aparelho, sendo espalhados por todo o ambiente, prejudicando a qualidade do ar".

Apesar da necessidade em manter o sistema de ar-condicionado sempre limpo, Chong Neto ressalta que a prática ainda não é tão comum nos lares e nas empresas. "Grande parte das pessoas somente realiza o serviço quando o equipamento apresenta algum problema técnico e para de funcionar corretamente".


Ressecamento
Também não é indicado ficar exposto à ação do ar-condicionado por períodos prolongados. De acordo com o presidente da Asbai-PR, o aparelho, por retirar a umidade do ar, resseca as vias aéreas e ocasiona desconforto durante a respiração.

Aplicar soro fisiológico pode seu uma alternativa para lidar com o ressecamento, mas, na opinião de Chong Neto, o ideal é "fugir" do aparelho de vez em quando. "A cada duas horas, vale a pena, seja em casa, seja no trabalho, procurar um local sem ar-condicionado para respirar".

Outro conselho é que não se abuse demais das baixas temperaturas. Passar o dia em ambientes extremamente gélidos faz um grande mal à saúde. O choque térmico, decorrente da mudança brusca da temperatura de ambiente, pode provocar problemas de adaptação cardiológica, principalmente em quem tem doenças como hipertensão, insuficiência coronariana e outros no sistema venoso.

A orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é que a temperatura em ambientes com ar-condicionado oscile, no verão, entre 23ºC e 26ºC. A faixa máxima de operação deve variar de 26,5ºC a 27ºC.


Revisão precisa ser periódica

O presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia da regional do Paraná (Asbai-PR), Herberto José Chong Neto, recomenda que o ar-condicionado seja higienizado a cada seis meses por uma empresa especializada e que a troca do filtro aconteça uma vez ao ano. “Somente a limpeza feita pelos moradores não é suficiente”, avisa.

A administradora de empresas Patrícia Sodré tem há dois anos um ar-condicionado em casa. Ela garante que segue à risca o que recomenda o manual de instruções e periodicamente leva o aparelho para até a assistência técnica. “Além de assegurar o bom funcionamento do aparelho e ter uma casa fresquinha para encarar o verão, evito que a alergia crônica à poeira que tenho seja desencadeada”.


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Os conteúdos das matérias não refletem necessariamente a opinião do Qualindoor.




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