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Quando o calor acaba, mas a potência do ar condicionado vira motivo de discórdia


Data: 01-02-2013



Na empresa que oferece empréstimos consignados, nove funcionários "brigam" pelos três aparelhos de ar condicionado. (Foto: João Garrigó)

Elverson Cardozo e Anny Malagolini



É uma “briga” comum na maioria das empresas. Em locais onde várias pessoas dividem uma sala, o da ponta congela com o ar condicionado ligado na última potência, enquanto o do canto, que fica embaixo ou longe do aparelho, passa um calor danado. Piora a situação se as previsões climáticas para Campo Grande forem levadas em consideração.

Chega a ser irônico – e engraçado, ver o coleguinha mais “friorento” usando casaco em pleno verão e o “calorento” se derretendo, a tempo de pedir socorro. Praticamente impossível evitar a reclamação.

Em uma empresa de proteção ao crédito da Capital cerca de 30 pessoas dividem 8 aparelhos de ar condicionado. O número, perto de outros exemplos, é grande e do tamanho da discórdia.

Assistente, Josiele da Silva Paz, de 20 anos, conta que o problema sempre existiu. A temperatura é causa do conflito. Como existe um ar perto de cada mesa, alguns funcionários acabam se tornando os “donos” do ar. É o suficiente para instalar a desordem climática.

Para evitar qualquer conflito e não correr o risco de ficar congelada, a jovem apelou para a solução mais prática. Leva um casaco. “Eu já deixo no armário. Tem dias que chego a usar dois, um por cima do outro de tanto frio. Tem alguns que pede emprestado”, conta.

Na mesma função e na mesma sala, Hortência Olívia da Silva Santos, de 18 anos, é outra que trava uma batalha diária com ar e, claro, com o colega do lado. A discussão já chegou a ponto dos funcionários cogitarem uma votação para definir se o aparelho deve ou não permanecer ligado.

Para não ficar pior para todo mundo, o “plebiscito” foi adiado, mas o motivo não foi só esse. Os clientes que procuram a empresa, como todo consumidor, esperam encontrar um ambiente agradável.


Azar de quem passa o dia todo no mesmo local. Estagiária, Priscilla Rodrigues, de 19 anos, é quem leva o título de “friorenta” porque vai trabalhar sempre com um casaco e de sapatos fechados. Mas não chega a dar “problemas”. Quando percebe que o ambiente está insustentável, vem a indireta: “Nossa! Está frio, né?”.

Em outra empresa, que oferece empréstimo consignado, o problema se repete. A reclamação também. Nove funcionários tentam, todos os dias, lidar com as “brigas” que giram em torno dos 3 aparelhos de ar condicionado.

Eliane dos Santos Pereira, de 28 anos, parece ser a mais “prática”. Se a sala esfria demais, ela vai lá e desliga o ar. Simples assim. “Quem estiver com calor liga o ventilador”, justifica, depois de contar que não chega a “congelar” porque a mesa dela fica escondida, atrás de uma coluna.

Carla Matielly é a “sofredora”. Para evitar o clima de estresse, ela também apelou para o traje de inverno. “Sempre sofro aqui. Tinha um rapaz que diminuía a temperatura e escondia o controle, acredita?”.

Correção - Problemas com ar condicionados são mais comuns do que se imagina. Arquiteta, Vanessa Froeder, de 32 anos, está trabalhando na sua primeira correção. O cliente tem uma sala em forma de "L", onde funciona a recepção de um consultório. O local tem um aparelho de 24 mil Btus.

O equipamento, segundo a arquiteta, é o suficiente para o espaço, mas a distribuição do ar não está correta. Quem fica na ponta, no “final do L”, passa calor. A recomendação ao cliente foi instalar dois aparelhos, cada um com 12 mil Btus. Um em cada canto.


Neste caso específico, há um agravante. A sala tem um ponto forte de insolação; dois painéis de vidro. É de competência do arquiteto, explicou, realizar um estudo antes de pontos de luz antes da construção. O objetivo é minimizar o consumo de energia do cliente.

O ideal - Depois da construção, na hora de instalar um aparelho de ar condicionado o arquiteto também pode avaliar o ambiente para indicar a melhor posição dos equipamentos e a potência adequada.

“Você tem que fazer o dimensionamento correto do ambiente e, através disso, dividir por metro quadrado, aí você escolhe as máquinas”, disse.

O cálculo é complexo. Em tese, começa em 600 Btus por metro quadrado. Mas só isso não define a necessidade de refrigeração do ambiente. Cada caso deve avaliado por um profissional capacitado, um arquiteto ou um técnico. “Tem que considerar a quantidade de luz externa, aquecimento solar e pontos de iluminação artificial”, disse.

A dica, para quem não pode pagar um arquiteto, é solicitar, junto à empresa onde comprou o ar, essa medição. O serviço geralmente é gratuito. Outra orientação é instalar o aparelho sempre na posição contrária da que as pessoas vão estar.



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