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Foram divulgados recentemente os resultados de um estudo publicado na última edição do Boletim Epide


Data: 14-03-2013



Foram analisadas 975 amostras provenientes de água para consumo humano, como por exemplo, chuveiros, águas termais, águas industriais, de torres de refrigeração e de jacuzzi. Segundo a Lusa, “das amostras de água analisadas entre Janeiro de 2010 e Junho do ano passado, 192 estavam contaminadas com Legionella, a bactéria responsável pela Doença dos Legionários, uma pneumonia grave, cuja infecção se transmite por via respiratória, através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.” A mesma agência noticiosa revela ainda que “das 492 amostras de água de consumo humano, 138 (28 por cento) eram positivas para a Legionella, enquanto das 144 provenientes das águas termais, nove (6,3 por cento) deram resultado positivo”. Por outro lado, “doze das 115 amostras de águas industriais revelaram a presença da bactéria, enquanto das 224 das águas de torres de refrigeração, 33 foram positivas (14,7 por cento)”. No que respeita aos jacuzzis, apenas foram analisadas oito amostras e três delas tiveram resultado positivo.

Raquel Rodrigues, do Departamento de Saúde Ambiental do INSA e uma das autoras do estudo, em declarações à Lusa revelou que “não se pode deixar de apostar na prevenção e os sistemas de água artificiais devem ser mantidos sob vigilância e controlo”. Dados da Direcção Geral da Saúde indicam que entre os anos de 2004 e 2007 foram confirmados “242 casos de doença dos Legionários em Portugal”

Os autores do estudo defendem que “a vigilância de determinados edifícios ou locais considerados de maior risco, como lares de idosos, hospitais e outras instituições que prestam cuidados de saúde deveria ser obrigatória e efetuada em intervalos de tempo específicos por entidades competentes para o efeito”.

Embora a Legionella seja causadora relativamente frequente de pneumonia, os primeiros casos só foram identificados em 1976, quando nos Estados unidos surgiram diversos casos durante uma conferência de veteranos de guerra (Legionários). “É de salientar que muitas pneumonias graves são causadas por este agente, causando uma mortalidade significativa. Todavia se diagnosticadas há para elas tratamento antibiótico eficaz”, explica Artur Teles de Araújo, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP). De salientar que a bactéria necessita de locais húmidos para se desenvolver “e as suas colónias localizam-se frequentemente em aparelhos de ar condicionado, torres de água, tanques de água fria ou quente. A colonização desses locais pode ser evitada pela limpeza frequente”, acrescenta o pneumologista.

A inalação de gotículas contendo a Legionella leva a bactéria até aos alvéolos onde se desenvolve. “Em 2 a 10 dias aparecem numerosos focos de pneumonia. Os sintomas são frequentemente os de uma pneumonia atípica: febre, tremores, dores de cabeça, dores musculares, tosse seca, pontadas no tórax, diarreia e vómitos”, alerta Artur Teles de Araújo.

O diagnóstico correcto é realizado “pela identificação do agente na expectoração, ou do antigénio específico na urina”, conclui o presidente da FPP.


Texto: Cláudia Pinto, jornalista

Fundação Portuguesa do Pulmão


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