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A influência da poluição atmosférica nas doenças alérgicas


Data: 14-03-2013




A poluição atmosférica influencia de forma negativa as patologias alérgicas, sobretudo a asma e a rinite. Todos nós estamos expostos a agentes poluentes que se transmitem pelo ar mas existem medidas que podem ser tidas em atenção para minimizar o seu impacto na saúde respiratória. A Dr.ª Ana Margarida Romeira, Imunoalergologista do Hospital Dona Estefânia e da Clínica da Mãe e da Criança, em entrevista à Fundação Portuguesa do Pulmão, explica-lhe que cuidados deve privilegiar.







Qual a relação das alergias com a poluição atmosférica?

A poluição atmosférica tem um impacto negativo sobre a patologia alérgica, nomeadamente, sobre a patologia alérgica respiratória, ou seja, asma e rinite. Os agentes poluentes existentes no ar exterior (ozono, partículas resultantes da combustão de gasóleo, óxidos de nitrogénio e enxofre) são responsáveis por exacerbações de asma e rinite já existentes. Estes agentes parecem, também, em determinadas situações, ser responsáveis pelo aparecimento de novos casos de asma e rinite. Quanto à poluição do ar do interior dos edifícios, o principal agente a ter em conta é o fumo de tabaco. Neste caso, o fumo de tabaco é responsável, quer pelo aparecimento de novos casos de patologia respiratória, quer pelo agravamento dos sintomas respiratórias de uma asma e/ou rinite pré-existentes.

Quais os principais agentes poluentes das alergias nas crianças?

Os principais agentes poluentes do ar são ozono, partículas resultantes da combustão de gasóleo, óxidos de nitrogénio e enxofre, quando estamos a considerar o ambiente outdoor, e o fumo de tabaco no ambiente indoor.

Os ácaros do pó não podem ser considerados propriamente agentes de poluição atmosférica mas pela relevância deste alergénio na patologia alérgica respiratória, não pode deixar de ser referido que condições que permitam a acumulação de muito pó no interior de qualquer habitação ou edifício (os ácaros são aeroalergénios existentes no interior de qualquer habitação) não vão ser favoráveis numa situação de alergia respiratória.

Que cuidados devem ter os pais para que os seus filhos sofram menos de alergias? É possível evitar o seu aparecimento?

Evitar a exposição a fumo de tabaco. Para tal, os pais não devem fumar no interior da habitação, o que inclui, também, não fumar à janela, nem devem fumar no carro.

Se a criança já tem patologia alérgica respiratória, em dias em que se esperam níveis elevados de poluição atmosférica deve evitar-se que faça tarefas físicas mais intensas no exterior.

Por causa do que foi referido anteriormente quanto aos ácaros do pó, devem instituir-se medidas que levem a diminuição da concentração destes alergénios no interior das habitações de crianças alérgicas: arejar a casa diariamente, reduzir/evitar a existência de peluches, lavar a roupa da cama a uma temperatura de 60ºC.

As doenças alérgicas são patologias multifactoriais, pelo que não é só a poluição que terá um papel no seu aparecimento/agravamento. De qualquer das formas, a instituição das medidas anteriores vai permitir, nalguns casos, a prevenção do aparecimento destas patologias e noutros vai permitir a prevenção do agravamento de patologia já existente.

Perante o diagnóstico de alergias numa criança, existem mudanças a ser tidas em consideração tanto em casa como nas actividades que as crianças têm fora de casa?

As medidas a instituir dependem da patologia alérgica, da sua gravidade e dos alergénios aos quais a criança está sensibilizada. No entanto, todas as medidas referidas na questão anterior podem e devem ser implementadas.

Importa, ainda, referir que, à partida, a patologia alérgica respiratória não é motivo para limitar a actividade física de uma criança, ou seja, asma ou rinite não é igual a criança que não pode praticar exercício físico.

As alergias podem tornar-se de facto incapacitantes. A vigilância de um especialista é fundamental?

Os doentes alérgicos devem ser observados e orientados por um especialista na patologia alérgica, ou seja, por um imunoalergologista. A frequência com que devem ser observados será determinada para cada caso, dependendo, como é óbvio, da patologia em causa, do seu grau de controlo, da sua gravidade, entre outras variáveis.

As crianças que sofrem de alergias vão permanecer com este problema ao longo da vida? Como minimizar o seu impacto na vida quotidiana?

A alergia é uma situação crónica, por isso, vai acompanhar a pessoa ao longo da vida. No entanto, estas são patologias cuja evolução varia ao longo do tempo, podendo haver períodos de melhoria, períodos de agravamento e, mesmo, períodos em que a doença se encontra em remissão.

A melhor forma de controlar a situação e minimizar o seu impacto na vida do dia-a-dia é que a criança comece um acompanhamento o mais cedo possível em consulta de especialidade (Imunoalergologia), para que sejam instituídas as medidas preventivas e terapêuticas específicas para cada caso em particular, para que a situação clínica evolua o mais favoravelmente possível.

A incidência de crianças com alergias respiratórias tem vindo a aumentar ou a diminuir?

A prevalência de patologia alérgica respiratória tem vindo a aumentar a nível mundial. Actualmente estima-se que a asma e a rinite afectam cerca de ¼ da população (considerando crianças e adultos).


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