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Uma família que conhece bem o “mundo” das alergias


Data: 14-03-2013




Cristina Rafael Gouveia e Steve Gouveia conhecem bem as alergias respiratórias. Este é um problema de saúde que não só os afecta a eles como às suas duas filhas, Luísa e Sofia. Ambas têm alergias respiratórias desde pequenas, tomam medicação diariamente e são seguidas regularmente por uma médica alergologista. Os pais têm cuidados redobrados em casa e na gestão das actividades de tempos livres das meninas. Conheça o testemunho deste casal.









Quando é que detectaram o problema das alergias respiratórias nas vossas filhas?

Pensamos que desde sempre! A Luisinha (mais velha) começou por ter as maleitas que todos os bebés têm (bronquiolites, otites e mais umas quantas “ites”), mas com uma diferença: eram mais frequentes e mais graves do que na maioria dos bebés. De tal forma que passou a dormir na nossa cama de forma regular, tal era o medo que tínhamos que sufocasse. Sobretudo as bronquiolites eram muito severas, com episódio graves de falta de ar. Lembramo-nos de a mãe dormir noites inteiras sentada com ela deitada no seu peito, elevada, para respirar melhor.

A Sofia (mais nova) também começou bem cedo. Ambas ficaram em casa até aos dois anos, o que não impedia, no entanto, que fossem tendo estes episódios de doenças repetidas. A Sofia tomou o mesmo caminho da sua irmã e até ao dia de hoje (tem agora três aninhos) tem sido altamente fustigada por quadros respiratórios complicados.

Quais as causas das alergias das meninas?

No caso da Luisinha e depois de feitos os testes às alergias (as picadinhas nos braços), descobriu-se que era altamente alérgica aos ácaros. No caso da Sofia, estamos no processo de fazer os mesmos testes (repetimos agora também para a Luísa), mas ainda não se conseguiu descobrir exactamente ao que é que a Sofia é alérgica. Sabemos que tem uma alergia forte a algo (dado que as análises ao sangue indicam nesse sentido) mas ainda não descobrimos ao quê.

De que forma é que estas alergias perturbam o dia-a-dia das meninas?

Perturbam imenso! Faltas frequentes à escola, já para não falar no mau estar que febres, por vezes acima dos 40 graus, decorrentes de infecções respiratórias, otites e as amigdalites provocam.

As meninas fazem algum tipo de medicação e quais os cuidados que devem ter regularmente?

Fazem diariamente, anti-histamínicos, sprays nasais, potenciadores do sistema imunitário, e vitaminas. Frequentemente fazem cortisona. Têm de andar sempre bastante agasalhadas, o colégio tem natação como actividade curricular que elas não podem frequentar (com excepção da mais velha que, apesar de tudo já está mais imune que a mais nova e mesmo assim, falta muitas das vezes) não convém que saiamos à rua com elas ao final da tarde que é quando os agentes alérgicos estão mais activos, entre outros.

Tiveram de adaptar alguns aspectos em casa para evitar o contacto com factores desencadeadores de alergias?

Até agora, a limpeza frequente da casa e tivemos de retirar tudo o que eram tapetes e cortinados do quarto das meninas. Utilizamos também um desumidificador diariamente no quarto das meninas.

A partir de Setembro, começar a fazer o tratamento preventivo e reforçar a medicamentação que se interrompeu apenas na segunda metade de Julho (quando fazemos 3 semanas de praia) e Agosto.

De quanto em quanto tempo é que as meninas são vistas pela médica especialista?

“Oficialmente”, a cada seis meses. Mas, no caso da mais pequenina, a média tem sido 2 a 3 vezes por mês, devido a situações agudas. Regra geral, começam com pingo no nariz, uma tosse ligeira e acabam sempre por ter de tomar antibiótico e corticoides.

Existem algumas alturas do ano em que as alergias são mais incomodativas ou o problema vai sendo transversal a todo o ano?

O problema é transversal a todo o ano. Neste momento, já não distinguimos Inverno do Verão, embora continue a ser no Inverno que as crises mais graves surgem.

O facto de os pais também sofrerem de alergias ajuda no acompanhamento que dão às filhas ou nem por isso?

Pensamos que a carga genética que transmitimos às nossas filhas nos torna mais conscientes do problema, já que ambos sofremos de problemas alérgicos e a nossa infância também foi pautada por injecções de penicilina, antibióticos, e no caso do pai, operação aos adenóides.

Que conselhos dariam a outros pais com filhos a sofrer do mesmo problema?

Procurar saber a fonte das alergias, combatê-la com medicamentação específica e apontada ao problema. No caso da Luísa, quando descobrimos que a fonte de alergia vinha dos ácaros, a alergologista desenvolveu uma vacina diária (gotas que se põem debaixo da língua) que ela tomou durante ano e meio e que durante três anos a fortaleceu muito. No final de 2012 voltou a adoecer e teve dois episódios graves de infecções respiratórias, com administração de antibióticos que culminaram no enfraquecimento do sistema imunitário, o que trouxe mais problemas – uma otite bulhosa (vírus estranhíssimo mas complicado) e uma estomatite aftosa. Por isso, andamos agora a repetir os exames para que a alergologista possa adaptar a vacina e a menina a volte a tomar.

Aconselhamos igualmente a consulta a um bom alergologista (para além do pediatra) para melhor combater a origem de todos os problemas – as alergias.

Já passaram por uma crise alérgica generalizada em casa? E nessas alturas, como enfrentam essas crises alérgicas gerais?

Já aconteceu um par de vezes, sim. É muito complicado para alguém, como nós, que, à data em que isto aconteceu, não tinhamos uma estrutura familiar que nos pudesse valer nestas ocasiões. Quando isso aconteceu, a sensação foi: E agora? Onde é que vamos arranjar forças para nos levantar da cama e tratar das duas meninas, quando nós próprios nos sentimos miseravelmente? Mas, graças a antipiréticos e muita força de vontade, lá conseguimos gerir a situação da melhor maneira.

Gostavam de acrescentar alguma informação pertinente?

Estamos neste momento, como já referi, (e uma vez que a nossa filha mais nova já fez mais de quatro antibióticos nos últimos dois meses), muito empenhados na descoberta da origem das alergias, o que tem sido muito complicado porque sempre que ela toma antibióticos, não pode fazer os testes às alergias, que são feitos em várias semanas.

O início deste ano será marcado pela segunda toma da vacina para a mais velha e a primeira vacina para a mais nova. E estamos com esperança que com estas vacinas (mesmo que a prazo) elas consigam passar bem, sem as otites, amigdalites, bronquiolites, infecções respiratórias que as têm atormentado. A elas e a nós!

Texto: Cláudia Pinto, jornalista



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