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Bactéria que causa pneumonia, septicemia e meningites tem maior incidência no outono


Data: 19-05-2013



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Vacina é uma das formas de prevenir a contaminação pneumococos

Elian Guimarães Publicação:05/05/2013 08:48Atualização:05/05/2013 08:59

As doenças pneumocócicas, que têm a incidência aumentada no outono e no inverno, são responsáveis por 1,6 milhão de óbitos a cada ano em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atingindo com maior frequência crianças menores de 5 anos e idosos. Estima-se que a pneumonia cause a morte de uma criança a cada 20 segundos. Na América Latina, a doença é a terceira causa mais comum de mortes entre adultos acima de 65 anos e, no Brasil, é a segunda doença respiratória mais comum. A infecção nos pulmões está entre as três principais causas de morte em todas as idades no mundo, atrás apenas das cardíacas e as cerebrovasculares.

Doenças pneumocócicas são enfermidades complexas e conjugam um grupo de outras doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, também conhecida como pneumococo. Já foram identificados mais de 90 sorotipos, porém apenas um pequeno subgrupo causa a maioria das doenças relativas à bactéria em todo o mundo.

O pneumococo pode se colonizar nas vias respiratórias superiores causando vários tipos de doenças pneumocócicas invasivas (DPIs), nas quais as bactérias entram na corrente sanguínea do paciente. Entre as mais conhecidas e agressivas estão a bacteremia/septicemia (infecções bacterianas do sangue), a meningite (inflamação da membrana que cobre o cérebro e a medula espinhal), a pneumonia bacterêmica e empiemia (acúmulo de pus na cavidade em torno dos pulmões).

A bactéria S. pneumoniae pode se propagar também pelo nariz e pela garganta até o trato respiratório inferior (garganta) e ouvido, resultando em doenças pneumocócicas não invasivas, como a pneumonia e a otite média (infecção na orelha média).

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Renato Kfouri, a vacinação contra o pneumococo é a forma mais segura e eficaz de prevenção contra a pneumonia. “As medidas preventivas são mais eficazes e têm custos menores do que o tratamento que envolve uso de antibióticos, hospitalizações e a presença de familiares para cuidar dos pacientes. As primeiras vacinas desenvolvidas dispunham de um único sorotipo, o que não estimulava uma resposta imunológica de longa duração”, explica o médico. A partir daí surgiram as vacinas conjugadas, como já existem para outras doenças, como a tríplice, que é quando se acopla cada cápsula do sorotipo a uma proteína, fazendo com que a resposta seja mais eficaz.

Um carregador proteico faz com essa proteína se modifique e se torne mais robusta na resposta da memória imunológica, no nível de anticorpos, e na duração de sua eficácia. Dessa forma, então, as vacinas foram licenciadas primeiro nas crianças, população que mais sofria com essas doenças e posteriormente em adultos. “Os primeiros países a usá-las mostraram que vacinando as crianças as bactérias deixavam de circular nas comunidades, diminuindo as doenças entre os adultos e jovens. São as chamadas imunidades de rebanho”, acrescenta, Kfouri.

GRUPOS DE MAIOR RISCO
Para o infectologista, é preciso imunizar os grupos de maior risco, como os extremos em idade: os pequenos por estarem em processo de formação imunológica e os mais velhos pelas deficiências da idade, que os tornam mais vulneráveis. E ainda os portadores de doenças crônicas como os transplantados, asmáticos, portadores de cirrose que se submetem à diálise, diabéticos e cardiopáticos.

De acordo com o geriatra e cardiologista Roberto Dischinger Miranda, diretor clínico e vice-chefe do Departamento de Gerontologia e Geriatria da Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a população brasileira, seguindo uma tendência mundial, vem envelhecendo com a diminuição da taxa de nascimentos e o aumento da expectativa de vida “e é preciso que nos preparemos para essa nova realidade”. Esse grupo de pessoas tem tendência em adquirir doenças crônicas e infecto-contagiosas.

Para Miranda, o Brasil desenvolve inúmeras iniciativas no sentido de melhorar a qualidade de vida da população, o que ainda não tem sido suficiente para enfrentar algumas questões relacionadas à saúde e é preciso “mais iniciativas para atender essa população idosa.”

“Muitas vezes o paciente com pneumonia ou gripe geralmente se interna por uma complicação cardiovascular”, explica Dischinger, e as iniciativas tomadas têm sido principalmente a vacinação contra gripe, ação em que o Brasil consegue uma cobertura muito boa. As campanhas de vacinação têm obtido resultados muito positivos.

Roberto Miranda alerta que no caso de idosos é comum haver infecção sem febre e ela pode sinalizar por meio de outros sintomas como tosse ou pigarro: “O que é preciso é identificar mudanças nos padrões de tosse, na coloração do pigarro ou sua quantidade e também falta de ar e até mesmo confusão mental podem ser indicativos de alguma infecção”. Dores nas costas e na região do peito, diminuição de apetite e taquicardia também são sintomas a serem observados, segundo o médico.

Apesar da gravidade da doença, a maioria da população não sabe que é possível preveni-la por meio da vacinação, tampouco identificar rapidamente seus sinais e sintomas. O diagnóstico precoce é fundamental para o efetivo tratamento desta infecção. Entre os adultos, é mais comum adiar a procura por auxílio médico.

Imunização indicada para maiores de 50 anos
Uma vacina contra as doenças pneumocócicas – a Prevenar 13 – foi apresentada à comunidade médica durante a Conferência Latinoamericana de Enfermedad Neumocócica, ocorrida entre os dias 9 e 11 de abril, na Cidade do Panamá. A vacina conjugada 13-valente (pois contém 13 sorotipos mais prevalentes da doença em todo o mundo) foi aprovada terça-feira no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é indicada para adultos a partir dos 50 anos. Produzida pelo Laboratório Pfizer, a dose previne as infecções causadas pelo pneumococo. Por aqui, a Prevenar 13 já era indicada para a proteção contra as doenças pneumocócicas em lactentes e crianças de seis semanas até seis anos de idade incompletos.

Segundo a pediatra médica assistente da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ana Paula Moschione, o brasileiro tem o costume de orientar suas vacinas e de sua família a partir do calendário oficial do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. “Nosso programa é bom e está se ampliando a cada dia, mas ainda não atende todas as necessidades. Existem algumas vacinas que estão disponíveis apenas na rede particular, sobre as quais vale a pena os pais se informarem”, diz.

Para Ana Paula, essas vacinas são interessantes por ser mais amplas (protegerem o organismo contra sorotipos de vírus ou bactérias que não estão presentes nas vacinas disponíveis no PNI), como a Prevenar 13 e a vacina pentavalente contra o rotavírus, ou porque previnem contra doenças que não constam no calendário nacional de imunização, como a proteção contra o HPV. (EG)


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