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Copa puxa vendas, mas investimento desacelera


Data: 15-08-2013

Valor Econômico, 08/08/2013 às 00h00

São Paulo - Mesmo com a estimativa de aumento de faturamento de cerca de 8% neste ano, para perto de R$ 30 bilhões, a indústria de
equipamentos de refrigeração e aquecimento está segurando investimentos. Com cerca de um quinto de vendas relacionadas direta ou
indiretamente com projetos para a Copa do Mundo de 2014, empresas temem desaceleração nos pedidos e fazem apenas ajustes pontuais
para atender ao mercado. A Abrava, associação que representa as companhias do setor, prevê faturamento de R$ 29 bilhões neste ano, ante
R$ 27,5 bilhões em 2012. O valor, que também engloba receitas com comércio e serviços, é inferior à projeção anterior, de 12% de
crescimento no ano, para perto de R$ 31 bilhões. Mesmo com a redução da previsão, por conta da desaceleração da economia brasileira, o
avanço esperado ainda é significativo. Mas Wadi Tadeu Neaime, presidente da Abrava desde 27 de junho, garante ser um cenário realista.
Segundo ele, um quinto do valor estimado para este ano virá de pedidos ligados à Copa do Mundo e à Olimpíada. Em geral, estão relacionados
a infraestrutura de aeroportos, hotéis, estádios, arenas esportivas e centros de compras. É o caso da Danfoss, empresa dinamarquesa de
conversores de frequência, controles industriais e compressores. Em 2012 e neste ano, cerca de 20% da receita da companhia veio de projetos
relacionados à Copa. "Isso ajudou a manter o mercado aquecido", diz Carlos Barbosa Navarro, gerente da empresa para a América Latina. O
mesmo aconteceu com a Johnson Controls, multinacional que produz equipamentos de refrigeração para indústria e comércio, e possui fábrica
em São Paulo. "Uma série de investimentos que esperávamos se materializaram neste ano", afirmou Marcelo Therezo, presidente da empresa
no Brasil. Estádios cujos projetos demoraram a sair do papel e a automatização de aeroportos ajudaram a puxar as vendas da empresa, ao lado
da refrigeração industrial, em companhias de bebidas e alimentos, e de projetos de construção. Apesar de Copa e Olimpíada contribuírem
para seu crescimento, as decisões de investimento não são motivadas com base em fatores sazonais, afirma Therezo. As vendas maiores
também não foram suficientes para outras companhias do setor ficarem confortáveis para investir em crescimento, diz o presidente da
Abrava. Para atender ao que consideraram um incremento sazonal das vendas, muitas têm optado por aumento de turnos de produção ou
remanejamento de funcionários da área de vendas. "Algumas aumentaram a produção apenas com a ampliação de turnos, de uma forma que
conseguem atender à demanda maior como se fosse uma bolha", afirma. "Tivemos a preocupação de não inchar a empresa e podemos voltar
logo à estrutura que tínhamos anteriormente", disse Navarro, da Danfoss. A mudança feita pela companhia foi o desvio do foco de outros
mercados latinos para o brasileiro, com reforço das equipes envolvidas com pedidos para ligados com os eventos esportivos. As empresas
esperam que o crescimento atual se sustente com pedidos para indústria, como farmacêutica, de alimentos e bebidas e óleo e gás, e por
hotéis, universidades, shoppings, hospitais, supermercados e escritórios. A área industrial corresponde por 50% da demanda do setor de
refrigeração e aquecimento no Brasil. As companhias não acreditam que a Olimpíada gere uma demanda tão firme como a Copa e, neste
momento, o que tinha de ser encomendado para o evento de futebol já está nos contratos fechados, diz Neaime. "Se houver um retrocesso
econômico, nosso setor é o primeiro que sente." (OA)


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