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CURIOSIDADES: Fritar e cozinhar dentro de casa faz tão mal quanto poluição da rua


Data: 15-08-2013

Ambiente Brasil, 15/08/2013
No meio da manhã, o cheiro de óleo de amendoim quente se dissipou e, dentro do laboratório completamente vedado, conhecido como
Prédio 51F, um hambúrguer rosado chiava na frigideira sobre a chama raivosa do gás. Acima da cabeça, os ventiladores zumbiam, puxando a
fumaça cáustica através do esôfago metálico da rede de condutos. Woody Delp, 49, engenheiro cabeludo de óculos supervisionava os
experimentos com vagem e hambúrguer. Ele se sentou diante de um computador dentro de um simulador de cozinha, enquanto fileiras e mais
fileiras de dados numéricos surgem na tela, marcando os materiais da nuvem de fumaça sugada pelo cano de chaminé. Para ele, um
hambúrguer tostado é apenas uma fonte confiável de poluição interna. Porém, Delp e colegas não estão interessados em testar receitas. Elessão cientistas do Departamento de Energia do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, e a experiência tinha a ver com outro enigma da
cozinha, uma briga contra a física: como remover contaminadores nocivos gerados ao cozinhar. Em termos simples, cozinhar é um ato de
combustão controlada – você põe óleo, gordura e carboidratos no fogo. Como risco à saúde, incinerar hambúrgueres e vagem pode parecer
bobagem diante de acender uma lareira a lenha ou carvão dentro de quatro paredes, a principal causa ambiental de morte e invalidez do
mundo. Contudo, fritar, grelhar ou tostar comidas com equipamentos a gás ou elétricos criam substâncias, em particular o dióxido de
nitrogênio, o monóxido e dióxido de carbono, além de compostos orgânicos voláteis. As emissões de dióxido de nitrogênio nas casas com
fogão a gás ultrapassam a definição de ar limpo da Agência de Proteção Ambiental de 55% a 70% das casas, segundo um modelo; um quarto
dos lares dos Estados Unidos tem qualidade de ar pior do que o pior evento registrado de smog (dióxido de nitrogênio) em Londres, na
Inglaterra. Cozinhar representa um dos maiores contribuintes da poluição interna, gerando material particulado em concentrações quatro
vezes maiores do que os piores episódios de neblina em Pequim. “Como estamos acostumados ao cheiro, não pensamos que seja um
problema”, disse Jennifer M. Logue, 32, engenheira de qualidade do ar do Laboratório Berkeley. “Quando se mora em um prédio pequeno,
você cozinha bastante e não usa exaustor, que talvez não seja lá muito eficiente mesmo, então, provavelmente, virá a ter problemas com os
poluidores provenientes do ato de cozinhar.” Há pouco tempo, Logue estimou os efeitos à saúde no longo prazo esperados das centenas de
substância químicas encontrados em uma casa comum. O estudo de 2012, publicado em Environmental Health Perspectives, utilizou uma
medida epidemiológica comum conhecida como esperança de vida saudável para mostrar que o impacto na saúde da população,
considerando-se os poluidores internos, encontra-se no mesmo nível que o de acidentes automobilísticos, e maior do que preocupações
tradicionais, como fumo passivo.


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