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Síndrome do Edifício Doente


Data: 16-06-2014

Você já ouviu falar na Síndrome do Edifício Doente (SED)? Quando uma parcela significativa dos ocupantes de um edifício apresenta sintomas persistentes como alergia, dor de cabeça e garganta, irritação dos olhos, tonturas, náuseas e fadiga, mas que não vêm de sensibilidade ou doença e desaparecem após a saída do prédio, é certo que estes sintomas estão relacionados com as condições ambientais do espaço.

“A Síndrome do Edifício Doente é comum mas, por falta de informações, as pessoas confundem os males com sintomas alérgicos, gripe ou outra enfermidade”, afirma Clovis Cechinel, médico do setor da Medicina do Trabalho do Laboratório Frischmann Aisengart.

O caso mais notório relacionado com a SED ocorreu em julho de 1976, no centenário Belevue Stratford Hotel, onde ocorria a convenção anual da Legião Americana de Veteranos da Guerra da Coreia. Os participantes evoluíram com desconforto respiratório durante o evento. Posteriormente identificou-se como causa a bactéria Legionella pneumophila, que estava presente nos ductos do ar-condicionado, sem a devida manutenção. Foram mais de vinte casos fatais.

A SED provém basicamente de quatro fontes principais: biológica -bactérias, fungos e vírus; química – monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio (combustão de GLP e cigarros), formaldeídeo - preservação de tecidos e mobiliários; partículas respiráveis - microfibra de amianto, lã de vidro, fibras naturais, poeira/pólen. “Além destas quatro principais, existem também as estruturais, provenientes de ruídos, renovação do ar e umidade e iluminação”, revela Cechinel.

O médico saliente que, quando se fala em SED, o termo vem logo relacionado à qualidade do ar interior, mas não necessariamente o ar interior é o fator causal. “A SED não provoca doenças, mas colabora para agravar males em pessoas pré-dispostas ou pode provocar um estado passageiro”, diz. Nos edifícios que possuam doença do ambiente interior (DAI), doenças como asma, infecções bacterianas ou por fungos podem ser provocadas e estão relacionadas às condições do edifício. “Por isso, muitos definem a DAI como uma fase posterior da SED”, explica o especialista.

Poeira e Mofo - Um problema que costuma influenciar no aparecimento da Síndrome é a utilização de carpetes e cortinas. “Estes soltam microfibras e todo tipo de poeira, fungos e ácaros. O ideal é evitar ou higienizá-los constantemente”, afirma Cechinel. Arquivos mal conservados também são fontes de poeira e ácaros.

Substâncias tóxicas - Alguns móveis modernos utilizam madeira aglomerada com produtos químicos sintéticos à base de formaldeído, e os carpetes geralmente são fixados com cola sintética. “Estas substâncias tendem a evaporar lentamente no ambiente, podendo ser muito prejudiciais à saúde”, declara Cechinel. É preciso ter cuidado até com produtos usuais de limpeza, mesmo aqueles com cheiro bom, pois estes podem liberar vapores nocivos ou irritantes que permanecem no ar por longo tempo após seu uso.

Ar-condicionado - Filtros de ar-condicionado que não são higienizados podem intensificar doenças respiratórias, como bronquite, asma e rinite. Dependendo do aparelho, pode fazer barulho / ruído, o que também é um estressor no ambiente. Os principais problemas relacionados com o sistema de ar-condicionado são: temperatura inadequada de operação, velocidade do ar, umidade abaixo ou acima do recomendável, níveis elevados de materiais particulados, surgimento de bactérias, fungos e protozoários.

Segundo o médico, a Síndrome afeta diretamente a qualidade de vida dos funcionários e a sua produtividade, pois estes, ao passarem mal, necessitam se ausentar do ambiente do trabalho, impactando em resultados insatisfatórios tanto para o funcionário, quanto para a própria empresa.

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart tem 69 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica na região. Com forte presença nas áreas hospitalar e ambulatorial é o líder de mercado na capital e Região Metropolitana. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 40 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas que contemplam serviços e soluções diferenciados com qualidade, rapidez e alto padrão de atendimento, como a coleta domiciliar e vacinas.

Fonte: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=27474&op=saude


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