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QUALIDADE DO AR INDOOR


Data: 27-10-2015

Por Mauro Andrade / 26 de julho de 2015

Nas últimas décadas, a preocupação com a qualidade do ar interior tem aumentado devido a um número crescente de doenças relacionadas a esses ambientes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou como “Síndrome do Edifício Doente (SED, Sick Building Syndrome),”, uma série de sintomas gerais, que epidemiologicamente afetam ocupantes de um ambiente fechado sem origens determinadas. Muitos edifícios estão sendo chamados de “doentes”, devido à péssima qualidade do ar em seus recintos. São chamados de “doentes” aqueles nos quais uma porção significativa dos usuários, apresentam uma série de sintomas, tais como: dor de cabeça, náusea, cansaço, irritação dos olhos, nariz e garganta, falta de concentração, problemas de pele, entre outros. Uma característica dessa síndrome é que ocorrido o afastamento da pessoa afetada, cessam os sintomas em pouco tempo. Em geral, melhoram ao final do expediente de trabalho e cessam completamente nas férias. Contudo, o crescente número de agravos a saúde humana, mesmo não atendendo os critérios epidemiológicos da SED, culminaram com a definição da “Doença de Ambiente Interno (DAI, Building Related Illness), como um estado mórbido ligado às condições do ambiente interno. Existe uma diferença muito sutil entre os dois termos utilizados (SED e DAI). Um edifício que possui a “SED” não provoca doenças, ele colabora no sentido de agravar males de pessoas predispostas ou, como já mencionado, de provocar um estado transitório em algumas pessoas. Os males relacionados as ”DAÍ”, relaciona-se a uma infecção verdadeira e não temporária, dos usuários, tais como: asma, infecções bacterianas, virais ou por fungos. Um agravante maior é quando entra o inverno. Pois , ambientes fechados e as temperaturas mais baixas e o ar mais seco fazem com que o organismo fique mais vulnerável às infecções. Em casos mais graves, doenças como tuberculose e meningite podem ser contraídas em locais fechados. Outro fator importante nos prédios chamados selados é a manutenção do sistema de ventilação e ar condicionado. Esses sistemas foram projetados com intuito de controlar a temperatura, umidade e ventilação. O senso comum diz que ventilação é o movimento do ar, no entanto, a ventilação é mais do que isso, é o mecanismo pelo qual faz-se a troca do ar interno/externo. Esse processo envolve a entrada de ar externo, condicionamento e mistura do ar por toda a parte do edifício e a exaustão de alguma parcela do ar interno. O Ministério da Saúde, atento a esta tendência, publicou em 1998, a Portaria 3523, contendo Regulamento Técnico que visa “promover o estabelecimento de medidas referentes à limpeza dos sistemas de climatização e medidas específicas de padrões da qualidade do ar, identificando poluentes de natureza física, química e biológica com suas respectivas fontes, visando à prevenção de riscos à saúde dos ocupantes desses ambientes. Segue trecho da portaria 3523 que obriga os responsáveis pelos ambientes com ar condicionado a implantar e manter disponível no imóvel um Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMCO), descrevendo as atividades que serão desenvolvidas para garantir a segurança das pessoas que utilizam este espaço (conforme NBR 13971/97 da ABNT). A Vigilância Sanitária é responsável pela fiscalização da aplicação desta norma.
“Art. 5º Todos os sistemas de climatização devem estar em condições adequadas de limpeza, manutenção, operação e controle, observadas as determinações, abaixo relacionadas, visando a prevenção de riscos à saúde dos ocupantes:
Art. 7º O PMOC do sistema de climatização deve estar coerente com a legislação de Segurança e Medicina do Trabalho. Os procedimentos de manutenção, operação e controle dos sistemas de climatização e limpeza dos ambientes climatizados, não devem
trazer riscos a saúde dos trabalhadores que os executam, nem aos ocupantes dos ambientes climatizados.
Art. 8º Os órgãos competentes de Vigilância Sanitária farão cumprir este Regulamento Técnico, mediante a realização de inspeções e de outras ações pertinentes, com o apoio de órgãos governamentais, organismos representativos da comunidade e ocupantes dos ambientes climatizados. “
Um programa de monitoramento para contaminantes do ar como poeira, fungos, bactérias e endotoxinas pode ser um instrumento valioso na saúde pública e ambiental. A norma técnica n° 1 da Resolução n° 9 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de 2003, vem sendo utilizada para a avaliação da qualidade do ar utilizando a contagem de fungos viáveis como marcador epedemiológico.

Este tema ganhou importância no Brasil com a morte do Ministro das Comunicações, no Governo do então Presidente Fernando Henrique Cardoso, Sergio Motta e teve repercussão internacional quando a mesma bactéria, Legionella pneumophyla, matou 34 pessoas nos Estados Unidos. Segue relato do governo brasileiro:
“A falta de limpeza nos filtros e dutos de ar refrigerado propicia o desenvolvimento de micro-organismos – fungos, bactérias e leveduras – que podem levar os ocupantes de ambientes climatizados a contraírem doenças respiratórias, infecciosas ou alérgicas. O maior perigo está na presença da Legionella pneumophyla – bactéria que habita dutos de ar-condicionado, torres de refrigeração de água e bebedouros e que causa a legionelose, podendo se manifestar de duas formas: doença do legionário – um tipo grave de pneumonia – e a febre de Pontiac. O contágio da doença do legionário ocorre pela inalação de gotas de água contendo a Legionella, que se aloja nos alvéolos pulmonares. O período de incubação é de dois a dez dias, surgindo em seguida os sintomas de febre, tremores, tosse seca ou purulenta e dores de cabeça. A doença é curável, desde que diagnosticada a tempo, e o tratamento é feito com antibióticos. Pessoas com sistema imunológico comprometido, doenças respiratórias ou problemas cardíacos – especialmente idosos – são as mais propensas ao contágio. Para a eficácia do tratamento, é necessário diagnóstico diferencial com outros tipos de pneumonia.
A Legionella pode estar presente em casos isolados ou desencadear epidemias de pneumonia em empresas – casos de contato com a mesma fonte de organismos e não de transmissão entre pessoas. A bactéria foi descoberta em 1976, quando mais de 200 idosos que participavam de uma convenção de legionários (veteranos de guerra) em um hotel na Filadélfia, Estados Unidos, infectaram-se e desenvolveram uma forma inicialmente não solucionada de pneumonia. Todos foram hospitalizados em estado grave e 34 morreram. A mesma bactéria foi o motivo da morte, em 1998, do ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta. http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/jornal/cidadania/limpeza/index.html“

Sendo assim, é fundamental que todos que convivemos em espaços, públicos ou privados, que tenham sistema de ventilação e ar condicionado, sejamos fiscais, exigindo a elaboração do PMCO e a sua manutenção. Caso necessário façam denuncia a vigilância Sanitária do seu município.


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