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A China que eu respirei


Data: 27-10-2015

Quinta-feira, 24/07/2014, às 10:29, por André Trigueiro

É muito pior do que mostravam todas as reportagens que havia lido a respeito. Mais impressionante até que as imagens fortes (fotos e vídeos) que acessei antes da viagem. E quando meus três companheiros de jornada (duas produtoras e um cinegrafista) começam a relatar poucas horas depois de nossa chegada a Pequim os mesmos sintomas que eu (olhos secos, garganta irritada e nariz entupido) percebi que se tratava de uma experiência que merecia o devido registro.

Tão impactante quanto essa imersão em uma densa e constante nuvem de fuligem, fumaça e material particulado sobre 150 milhões de pessoas que vivem na região norte da China - especialmente na capital Pequim, onde moram 20 milhões - foi testemunhar as respostas (pouco efetivas) da população a essa tragédia ambiental sem precedentes na História da China.

Enquanto o governo declarava “guerra à poluição”, prometendo medidas que atenuassem os impactos da queima de carvão (o mais poluente de todos os combustíveis fósseis responde por 80% da matriz energética chinesa), dos grandes poluidores industriais e da circulação de automóveis (aproximadamente 1 milhão de novos veículos são licenciados por mês na China), os chineses recorrem aos paliativos possíveis como o uso de máscaras, a compra de filtros de ar para ambientes fechados e consultas regulares aos aplicativos que disponibilizam de hora em hora a concentração de materiais particulados no ar que se respira.

Dependendo do nível de poluição, as próprias escolas são obrigadas a confinar os alunos em salas de aula e ambientes internos da instituição para evitar o contato direto da garotada com esse ar saturado de veneno. Flagramos esse confinamento durante visita a uma escola com 1.100 alunos nos arredores de Pequim. Nenhum dos alunos entrevistados por mim se sentia à vontade em permanecer durante 8 horas seguidas dentro da escola, em ambientes fechados, sem poder ficarao ar livre, nem na hora do recreio. Pior, eles já pressentiam que quando voltassem para casa provavelmente os pais manteriam a "proteção indoor" com seus filtros de ar funcionando a plena carga.


No ano passado, quando algumas cidades chinesas foram obrigadas a emitir um alerta vermelho -– nível máximo de poluição do ar -– o mundo acompanhou horrorizado a dura realidade experimentada por milhões de pessoas naquele país que foram obrigadas a inalar uma concentração de poluentes descrita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como 26 vezes acima do limite do razoável.

Vários especialistas daquele país resaltam que a degradação da qualidade do ar não é exclusividade dos chineses, e lembram os exemplos de Londres, Los Angeles e Pittsburg que consumiram tempo (e preciosos recursos) em projetos de despoluição que ainda não foram totalmente resolvidos. Mas é consenso na China,– onde o número de mortes prematuras causadas a cada ano pela péssima qualidade do ar pode chegar a 500 mil,– que medidas urgentes precisam ser tomadas na direção de um modelo de desenvolvimento mais limpo e sustentável.

Correndo contra o tempo, o país mais populoso do mundo, o que mais polui o planeta (e mais emite gases de efeito estufa) se tornou líder mundial em energia solar e eólica, e em tecnologias visando reduzir não só a poluição mas a dependência das térmicas a carvão. Também investem em projetos de reflorestamento e várias outras iniciativas estratégicas, que levem em conta não apenas a economia do país, mas também a saúde e o bem estar dos chineses.

Há uma nova revolução cultural em curso e ela está sendo acompanhada de perto pela Humanidade. O "livrinho vermelho" dá lugar ao manual verde de sobrevivência.

É isso que vamos mostrar a partir da próxima segunda-feira, 28 de julho, no Jornal da Globo (e depois em dois programas especiais no Cidades e Soluções, da Globo News) num projeto realizado em parceria com o Globo Natureza.

Vale a pena conferir!

Fonte: G1


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