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Cuidados em edifícios comerciais melhoram a saúde de seus frequentadores ....


Data: 28-10-2015

Cuidados em edifícios comerciais melhoram a saúde de seus frequentadores e otimizam a performance energética do prédio

Por Brian Hafendorfer , engenheiro chefe de aplicações da Trane


A maioria dos proprietários de edifícios concordaria que as pessoas são o seu recurso mais importante, o que torna o oferecimento de um ambiente confortável e produtivo uma prioridade.

A qualidade do ar interior pode ter um impacto real sobre o absentismo, produtividade e desempenho dos ocupantes de um edifício, sejam eles trabalhadores de escritório ou crianças na escola. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as pessoas gastam de 80% a 90% de suas vidas dentro de ambientes fechados, respirando cerca de 10.000 litros de ar por dia. A devida gestão da qualidade do ar interior (QAI) exige uma abordagem holística e atenção aos atributos do sistema, tais como temperatura, umidade, contaminantes e ventilação do ar exterior. Os efeitos negativos que a má administração do ar podeter sobre a saúde e bemestar dos ocupantes estão bem documentados.

A Síndrome do Edifício Doente (SED) e doenças relacionadas a edificações (DRE) têm sido associadas à má qualidade do ar interior durante várias décadas. Entre as possíveis causas da SED e das DRE estão espaços sub-ventilados e acúmulo de contaminantes do ar – vindos de fontes internas ou externas - como partículas, gases, vapores, odores e compostos orgânicos voláteis.

Códigos e regulamentos de edifícios são projetados para manter uma boa qualidade do ar interior e variam dependendo do tipo de construção ou utilização, e é importante que proprietários de edifícios conheçam as normas que se aplicam.

Em vigor no Brasil desde 25 de outubro de 2000, a resolução nº. 176 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - atualizada em 16 de janeiro de 2003 pela resolução 009 - estabeleu regras para que os sistemas de ar condicionado não se tornem uma ameaça permanente para as pessoas que têm de ficar um longo tempo em ambientes artificialmente climatizados.

Os requisitos e recomendações estabelecidas pela NBR 16401-3 (Instalações de ar condicionado – Sitemas Centrais e unitários Parte 3: Qualidade do ar interior) são a principal fonte para as normas de boas práticas em edifícios. Estas normas incluem os requisitos para vazões mínimas de ar exterior para ventilação, níveis mínimos de filtragem de ar, requisitos técnicos dos sistemas e componentes relativos à qualidade do ar interior.

Sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC) velhos ou mal configurados podem afetar negativamente a eficiência energética, bem como a qualidade do ar interior. A configuração adequada de um sistema HVAC é indispensável para permitir a entrada de ar exterior, filtração de impurezas e fornecimento de ar com temperatura e umidade desejáveis. Estes fatores também podem ser afetados pelas sequências de controle do sistema, bem como a concepção e instalação adequada de componentes, tais como bobinas, filtros, recipientes de drenagem e umidificadores.

Melhorar a eficiência energética mantendo uma boa qualidade do ar interior pode ser um desafio e as estratégias para cada um são muitas vezes conflitantes. Há uma série de maneiras de fazer um sistema de climatização mais eficiente energeticamente e ainda minimizar o impacto negativo sobre a QAI, incluindo a manutenção. Estes passos incluem:

• Conforme os filtros ficam carregados de partículas, eles se tornam mais resistentes ao fluxo de ar, o que aumenta o consumo de energia. A sujeira acumulada também se torna um potencial terreno fértil para fungos e bactérias. Mudar os filtros sempre que necessário assegura que o ar está limpo e um menor custo com energia.

• Os retrofits, já que esse processo em sistemas HVAC incluem lâmpadas ultravioletas de irradiação germicida sobre serpentinas de arrefecimento e melhora na filtração de partículas ou gases. É importante avaliar se o sistema é capaz de lidar com esses componentes adicionados.

• Novos sistemas de controle, já que os problemas muitas vezes podem ser rastreados pelo uso indevido do equipamento. Comissionamento de equipamentos novos ou já existentes pode ajudar a garantir o desempenho adequado do sistema de HVAC e encontrar falhas do sistema.
O ar interior é composto de poluentes interiores e exteriores - uma mistura classificada entre os cinco principais riscos ambientais em saúde pública pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Os métodos para tratar contaminantes do ar interior são controle de origem, exaustão na fonte do poluente, diluição com o ar fresco ao ar livre (ventilação) e limpeza do ar.

Quando as três primeiras opções não estão disponíveis ou são praticadas, a limpeza de ar torna-se a solução preferencial para o controle de contaminantes.

É importante considerar a utilização específica e códigos do edifício quando se trabalha para aperfeiçoar a qualidade do ar interior. Seguir as dicas e melhores práticas para o gerenciamento da QAI pode ajudar os proprietários de edifícios a melhorar a eficiência energética de suas instalações e ao mesmo tempo proporcionar um ambiente mais confortável e produtivo para seus ocupantes.


Fonte: TRANE



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