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Um ano depois ainda à espera de saber quem é o culpado


Data: 23-11-2015



Rosa Taxeiro, uma das primeiras pessoas a quem foi diagnosticada a doença em Vila Franca de Xira, pede acesso a exames gratuitos | PEDRO ROCHA / GLOBAL IMAGENS

Matou 14 pessoas e mudou a vida a dezenas de outras. Investigações estão em fase adiantada

O surto de legionela em Vila Franca de Xira foi o terceiro maior do mundo, com 14 mortes e 402 pessoas infetadas. Mas um ano depois ainda se aguarda o resultado das investigações da Polícia Judiciária (PJ) e do Ministério Público (MP), que dizem estar numa fase adiantada. Os que sofrem as consequências da infeção provocada pela bactéria e os que perderam família querem ajuda e saber quem é o culpado.

Rosa Taxeiro, 57 anos, foi uma das primeiras doentes a ser internada no Hospital de Vila Franca de Xira. Esteve internada dez dias com pneumonia, em dezembro teve uma recaída e acabou nos cuidados intensivos. "Disseram que fiquei mal curada. Recuperei, mas não estou normal. Sinto um cansaço enorme, até para subir umas simples escadas, e uma dor debaixo do pulmão direito. Sou asmática e atacou-me mais. O médico disse para não apanhar frio. Só se não sair de casa, mas tenho de trabalhar." Não apresentou queixa. "Não quero dinheiro, a saúde sei que já a perdi. Mas acho que devíamos ter acesso a seguimento gratuito e aos exames e medicamentos que precisamos", lamenta.

Rita Chorão, que apresentou queixa-crime, fala em nome de Manuel, 66 anos. Foi a tia que a avisou de que o pai estava doente quando o ouviu aos gritos em casa, alucinado pelas febres altas. "Ficou muito confuso, tem de ser seguido na neurologia. As convulsões devem ter provocado demência. Não pode viver sozinho. Tivemos de trocar de casa para que ele fique connosco. Fui várias vezes à Segurança Social pedir ajuda, um lar para onde possa ir, mas como recebe um pouco mais de 600 euros dizem que não há vagas de emergência." Rita lamenta a falta de ajuda: "Deviam encontrar uma solução imediata para os que ficaram dependentes, no limiar da pobreza, porque perderam o emprego, vão ficar a tomar remédios para toda a vida."


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