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Surto de legionella motiva visita de autarcas a empresas


Data: 02-02-2016



Comissão para o desenvolvimento sustentável esteve nas fábricas da ADP e Solvay


Coordenador da comissão criada no seio da assembleia municipal diz “não existir relação causal” entre desinvestimento na protecção ambiental e o surto de legionella que matou 14 pessoas em 2014.


Edição de 2016-01-28

Os eleitos que integram a comissão para o desenvolvimento sustentável da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira visitaram as fábricas da Adubos de Portugal (ADP) no Forte da Casa e da Solvay na Póvoa de Santa Iria e não acreditam que haja uma relação causal entre um eventual desinvestimento em políticas de segurança ambiental e o surto de legionella que matou 14 pessoas e infectou 403 em Novembro de 2014.

Hélder Careto, coordenador da comissão, disse que depois da visita às fábricas não ficou “em condições de dizer” que existe “uma relação causal” entre uma coisa e outra. “Tal como não existe relação causal entre um processo de privatização e o afrouxamento” do desempenho ambiental. Notou que se estão a “misturar questões que não devem ser misturadas” e defendeu que ter uma legislação ambiental exigente e reforçada é sempre bom.

“Por outro lado, uma das coisas que pode acontecer, e que acontece muitas vezes, é que as grandes empresas são normalmente alvo de muitas fiscalizações e verificações. As pequenas e médias escapam à malha a maior parte das vezes. Precisamente porque a inspecção ambiental, as autoridades de ambiente, não têm recursos suficientes para fiscalizar a grande maioria das pequenas e médias indústrias que, no fundo, também são a espinha dorsal do nosso país. Mas que têm os seus problemas”, revelou Hélder Careto.

Também António Galamba, eleito do PS, notou que “era importante” que o processo judicial tivesse outro andamento e que a justiça conseguisse “concretizar as suspeitas e o que na altura foi indicado” relativamente ao facto da fábrica da ADP ser, alegadamente, a fonte de contaminação. Considerou o autarca que lhe parece “exagerado” alguns “considerandos e ligações directas” com a fábrica do Forte da Casa. “Estando de acordo com o desejo que o processo tenha andamento mais rápido e se possa avaliar a legislação sobre esta matéria, salvaguardar a saúde pública mas impor também mais responsabilidade empresarial, porque não estamos em condições de fazer uma ligação directa [com o surto], quando isso não está apurado do ponto de vista judicial”, notou.

Recorde-se que um comunicado conjunto da Direcção-Geral de Saúde, Administração Regional de Saúde de Lisboa, Instituto Ricardo Jorge e Inspecção-Geral do Ambiente, nos dias seguintes ao surto, apontou que a estirpe de legionella pneumophila serogrupo 1 encontrada nas amostras de água colhidas na torre de arrefecimento da fábrica da ADP tinha um perfil molecular semelhante à colhida nas pessoas com doença dos legionários. A visita dos autarcas passou despercebida e só foi revelada numa assembleia municipal no final do ano, durante a discussão de uma moção apresentada pelo Bloco de Esquerda.

A comissão é composta por Arlindo Dias (PS), Bruno Cordeiro (PS), Anabela Bastos (PS, suplente), Luís Capucha (CDU), Rosa Saúde (CDU), Carlos Patrão (Bloco de Esquerda), Maria do Carmo Dias (BE), Filomena Rodrigues (CDS-PP), David Ferreira (Coligação Novo Rumo) e Hélder Careto (Coligação Novo Rumo).



Os efeitos da tragédia e os autarcas legionella

Este assunto é manchete desta edição porque O MIRANTE sente-se no dever de estar do lado das famílias que sofreram, ainda sofrem e vão sofrer para sempre, do efeito da tragédia que foi o surto de legionela no concelho de Vila Franca de Xira. Depois da visita dos autarcas de Vila Franca de Xira a duas das fábricas ficamos a saber com o que podemos contar em termos de trabalho dos eleitos municipais. Para eles não há dúvidas que os culpados têm que ser apurados pela justiça; o resto, que ficou espelhado naquilo que disseram numa assembleia municipal, depois de uma visita aparentemente secreta às fábricas, é um lamentável equívoco de quem tem a obrigação de pôr os responsáveis das fábricas a falarem à população e a assumirem aquilo que só eles têm a obrigação de assumir.

Bem basta os deputados da Assembleia da República para protegerem o Sistema e deixarem os mais fracos nas mãos do destino. Ao nível local exige-se mais dos autarcas. Eles conhecem e são vizinhos do pé da porta das famílias dos cidadãos que morreram ou ficaram doentes e com mazelas para o resto da vida.

Deixem-se de tretas e de conversa fiada e apareçam, e falem, se tiverem algo de novo para transmitir. Se não têm, respeitem pelo menos os que sofreram e sofrem dos efeitos da tragédia. Ou então demitam-se da comissão e dêem lugar a outros autarcas mais competentes e corajosos. JAE


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