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A qualidade do ar interno nas salas de aulas


Data: 15-02-2016



Como está a qualidade do ar na escola que seu filho estuda ou que você trabalha? Renovação do ar, projeto adequado, filtragem do ar, manutenção periódica são itens a serem observados, pois refletem diretamente no rendimento e saúde de alunos e professores em ambientes escolares.
Cada ser humano respira cerca de 450 litros de ar por hora, 10 mil litros por dia, e por está razão a Abrava - Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento através de três dos seus departamentos, Qualindoor - Departamento Nacional de Qualidade do Ar de Interiores, DN Chapter Brasil da Ashrae e DNPC - Departamento Nacional de Empresas Projetistas e Consultores faz uma alerta aos representantes de ambientes escolares para que estejam atentos a qualidade do ar interno que se respira e a climatização dos ambientes. As consequências de um ambiente sem a climatização adequada vão desde sonolência, baixo rendimento nas atividades até implicações com a saúde de alunos e professores.

Por iniciativa do Qualindoor foi traduzida norma de qualidade do ar em escolas, "Tools For Schools" - Indoor Air Quality do EPA - United States Environmental Protection Agency (Agência de Proteção Ambiental dos EUA). O objetivo é que as escolas implemente a norma para que se tenham parâmetros de melhoria no nível de aprendizado, participação e redução no número de absenteísmo. Três escolas solicitaram o documento para estudarem a viabilidade de aplicação no ambiente.

De acordo com o engº Leonardo Cozac, membro do Qualindoor, "Instalar ar condicionado em escolas é diferente de nossas casas. É um ambiente de uso coletivo, onde as crianças estão em fase de aprendizado e desenvolvimento humano. O ar respirado deve ser cuidado para favorecer o rendimento escolar, a redução de custas médicas e o absenteísmo".

O principal objetivo do alerta é a conscientização dos agentes envolvidos na questão de qualidade do ar de interiores em ambientes escolares. Relacionado ao assunto no Br; Resolução 09 de 16 de janeiro de 2003 da ANVISA; e a ABNT NBR 16.401 - Instalações de ar condicionado.

Para que se tenha saúde e produtividade em um ambiente climatizado, diversos pontos devem ser analisados para que seja obtido o conforto térmico adequado. O ponto de partida é quando do momento da decisão da utilização de sistemas de climatização em um ambiente escolar é tomado, alguns cuidados devem ser levados em consideração, o primeiro passo é a contratação de uma empresa especializada em projetos para que possa avaliar as condições e necessidades dos ambientes. Localização, tamanho dos ambientes, quantidade de alunos, capacidade elétrica são dados básicos que interferem diretamente na escolha e definição do projeto do ambiente, assim como, o tipo de sistema que deverá ser utilizado.

Diminuição de rendimento, irritabilidade, cansaço, estresse, falta de interesse podem ser causados pelo mau funcionamento de um equipamento de ar-condicionado. Renovação de ar é um dos itens mais importante de um sistema, salas de aula com equipamentos splits, que quando fechadas portas e janelas se tornam concentradores de CO², e como consequência causa sonolência, falta de concentração, dispersão em relação ao aprendizado, além de irritação nas vias respiratórias, entre outros malefícios.
O professor Bjarne Olesen da Ashrae Dinamarca defende em suas pesquisas e estudos, e comprova os conceitos citados acima, que mostram que o controle da qualidade ambiental melhora o rendimento escolar e a redução de absenteísmo. Nos EUA existem guias e procedimentos específicos para escolas, em outros países Europeus, como Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia contaram-se até retorno financeiro com a aplicação de bons sistemas.

Para o presidente do DN Chapter Brasil da Ashrae, engº Leonilton Tomaz Cleto, "a qualidade do ar de interior em ambientes escolares não possui o mínimo de cuidado. A maioria das escolas públicas não tem projetos específicos pensando na qualidade do ar dentro da sala de aula. No inverno as janelas são fechadas e consequentemente o ar fica carregado de CO². O que afeta o rendimento do aluno e a probabilidade de doenças respiratórias aumentam". E continua, "devido ao forte calor do verão, foi verificado um movimento para a instalação de ar condicionado em escolas, e por este motivo o alerta, recomendamos que seja consultado um especialista antes da tomada de qualquer decisão em relação à climatização de ambientes".

A importância do projeto
De acordo com o DNPC, os problemas em sistemas de climatização em escolas têm início quando se decide abrir uma licitação para a compra de equipamento, antes mesmo de terem o projeto de ar-condicionado, antes até de uma vistoria no local que receberá o equipamento. A questão na maioria das vezes não é financeira, e sim a falta de um projeto adequado, que deve ser feito por empresas idôneas. O ponto principal de um projeto é que sejam seguidas as normas e legislação em vigor.

Para o engº Ricardo Gibrail, membro do DNPC "a conscientização da aplicação de condicionamento de ar em escolas deve ser diferenciadas para escolas públicas e privadas. Posso dizer que, no segmento público, apesar de haver recursos disponíveis, os mesmos não são repassados e os recursos que efetivamente chegam às unidades escolares muitas vezes não cobrem nem o custeio básico. Para tanto devem ser estudadas alternativas mais econômicas com equipamentos de expansão direta, para que as mesmas se viabilizem. Importante lembrar que sempre deverão ser agregadas as instalações os meios de renovação de ar e os filtros necessários a atividade escolar. Já para as unidades escolares privadas, principalmente as universidades, sistemas mais completos com utilização de água gelada são mais interessantes, pois podem trazer retorno de investimento em menor tempo, utilizar o rejeito de calor da central de água gelada para pré- aquecimento de água para sanitários, piscinas e refeitórios.

A norma traduzida sobre qualidade do ar nas escolas está disponível para outras escolas que tenham interesse no assunto, basta solicitar por e-mail no pres.dn.qai@abrava.com.br.

Mais informações sobre a Abrava no www.abrava,com.br e no www.dnqaiabrava.org.br.

Assessoria de imprensa Abrava
MCO Comunicação Empresarial - Jornalista responsável: Maria Cecília Martins

Divulgação - Alessandra Lopes
E-mail: alessandra.lopes@mcocom.com.br
Fonefax: (11) 3231.3132 / 98544.9448
SP, fevereiro /2016


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Os conteúdos das matérias não refletem necessariamente a opinião do Qualindoor.




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ABRAVA - Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento
Qualindoor - Departamento Nacional da Qualidade do Ar Interno

    Av. Rio Branco, 1492, São Paulo, SP, CEP 01206-001, Fone (11) 3361 7266