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Professores dão aulas ao ar livre em protesto contra falta de condições das salas


Data: 14-10-2016



Foto: Fernanda Pinto/Verdadeiro Olhar

Queixam-se das altas temperaturas que atingem as salas de aula e de não ser possível arejar os espaços. A Câmara não entende o porquê deste protesto agora e garante que a instalação de ar condicionado já estava prevista para começar na próxima terça-feira

Por Fernanda Pinto -Set 30, 2016

Centenas de crianças do Centro Escolar de Rebordosa, em Paredes, estão a ter, hoje, aulas ao ar livre, em forma de protesto organizado pelos professores do estabelecimento de ensino.

Os docentes queixam-se da falta de condições do equipamento, que começou a funcionar em 2011, “As salas não são arejadas e ficam muito quentes. As janelas não abrem e o sol bate o dia todo. Já recorremos a ventoinhas que os pais trouxeram, mas o ar fica saturado, não circula, as crianças transpiram muito e é insuportável trabalhar”, lamenta Carla Mendes, professora do terceiro ano.

A Câmara Municipal de Paredes garante que a solução para o problema já estava pensada e que o ar condicionado vai ser instalado, em todo o centro escolar, a partir da próxima terça-feira. “Não consigo entender o porquê deste protesto hoje”, afirma a vereadora da Educação, Hermínia Moreira.


SITUAÇÃO PERSISTE DESDE A ABERTURA DO CENTRO ESCOLAR

O Centro Escolar de Rebordosa resultou de um investimento de cerca de dois milhões de euros e foi inaugurado, no final de 2011, pelo antigo primeiro-ministro e fundador do Partido Social Democrata, Francisco Pinto de Balsemão. Serve mais de 300 alunos, do 1.º ciclo e pré-escolar.

Há muito que os professores e funcionários reclamam da falta de condições das salas de aula. “A situação existe desde que existe o edifício, mas este ano as temperaturas estão mais altas que o costume”, diz Carla Mendes. Por isso, esta sexta-feira, os professores decidiram protestar contra a situação trazendo as crianças para o exterior do edifício e dando as aulas em cada sombra possível.

“O protesto foi organizado pensando nas crianças, que passam o tempo a pedir para beber água, a suar, ficam moles, sem vontade de trabalhar e constipadas. Ninguém nos informou que já havia solução”, garante a docente.



CÂMARA NÃO ENTENDE TIMING DO PROTESTO

Mas, segundo a autarquia, a intervenção para começar a colocar ar condicionado em todo o edifício já está agendada para a próxima terça-feira. “O presidente da câmara tinha assumido, no final do ano lectivo anterior, que iriamos iniciar o processo de colocação de ar condicionado nesta e em mais três escolas, com orientação solar idêntica, e que também estão a dar problemas”, refere Hermínia Moreira. “Esta reação não faz sentido quando as coisas já estavam definidas”, argumenta a vereadora.

“A adjudicação foi feita a uma empresa e definiu-se uma sequência de intervenção. Começou-se em Vilela, seguia-se aqui Rebordosa, depois Recarei e Baltar, porque foi o último centro escolar a abrir. Terminou a instalação em Vilela ontem. Hoje e segunda-feira estariam em testes e arrancaria aqui a colocação na terça-feira”, garante o vereador responsável pelos equipamentos municipais, Manuel Fernando Rocha. “Estarem a utilizar as crianças para fazer alarido é uma vergonha”, lamenta.

Luís Rocha, responsável pela empresa que vai fazer a instalação, confirma o agendamento para terça-feira, e diz que o processo ficará terminado numa semana.



ASSOCIAÇÃO DE PAIS QUER JANELAS A ABRIR

Para a vice-presidente da Associação de Pais do Centro Escolar de Rebordosa a questão não fica resolvida com ar condicionado. “Já reunimos com o presidente da câmara e temos nova reunião agendada para dia 6 de Outubro e deram-nos a informação que iam tentar resolver a situação juntamente com o arquitecto. Nenhuma sala tem a possibilidade de abrir uma janela. O ar condicionado não será solução, as janelas têm que ser prioridade para que a escola possa ser arejada”, defende Raquel Ferreira.

“Os professores chegaram ao ponto de já não conseguirem trabalhar porque as salas atingem uma temperatura muito alta. Talvez tenha havido falta de comunicação, por isso é que os professores tomaram esta atitude”, acredita.


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