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Esta pesquisadora quer acabar com o dilema do ar-condicionado nos escritórios


Data: 24-01-2017



FOTO: REPRODUÇÃO/POLI -USP
CADA UNIDADE DEVE CUSTAR NÃO MAIS DO QUE R$ 30

Matheus Moreira 23 Jan 2017 (atualizado 23/Jan 15h13)
Além de encerrar a disputa pelo controle da temperatura, tecnologia desenvolvida por professora da USP também contribui para a economia de energia e mantém o ar mais puro


Se você trabalha ou já trabalhou em um escritório fechado, provavelmente já se envolveu em brigas ou disputas relacionadas à temperatura do ar-condicionado. Homens normalmente preferem o ar mais frio; as mulheres, menos. E estudos já mostraram que, de maneira geral, é a opinião deles que prevalece no ajuste de temperatura, fazendo com que as funcionárias sintam mais frio.

A pesquisadora Brenda Chaves Coelho Leite, professora da Escola Politécnica da USP, doutora em engenharia e mestre em arquitetura, se debruça sobre esse problema desde 2003. Ela tentava descobrir, por meio da análise comportamental de 33 participantes, quais eram as preferências de temperatura e velocidade do ar entre homens e mulheres.

O que ela percebeu, ao longo das pesquisas, foi que a maioria dos brasileiros se sente mais confortável com temperaturas mais altas do que 20ºC ou 21ºC. O conforto, porém, varia de pessoa para pessoa. “Cada pessoa tem uma preferência térmica diferente da outra”, disse ela ao Nexo. “Com base nisso pensei em desenvolver essa possibilidade de cada pessoa poder controlar o clima do seu próprio espaço.”

A pesquisadora criou, então, o DCTI (Dispositivo Terminal de Sistema de Climatização para Conforto Térmico Individualizado), um sistema individual de ar-condicionado.

O equipamento na prática
O dispositivo é uma saída de ar que fica sobre a mesa de trabalho. Ele pode ser adaptado em aparelhos ou sistemas comuns de ar-condicionado.

A saída do DCTI está ligada à tubulação do sistema central do ar-condicionado, instalado entre o piso e sua laje, local conhecido como pleno. Para a instalação do sistema, 30 centímetros — entre o piso e a laje — devem bastar, segundo a tese de doutorado da pesquisadora, que detalhou a proposta.

O ar que vem do piso e que passou pelo sistema central do ar-condicionado chega à mesa já resfriado e tratado. Ao usuário basta apenas decidir se deixará o bocal sobre a mesa com diafragma mais aberto ou fechado, além de escolher o direcionamento. Para controlar o bocal e sua abertura, há dois botões que facilitam o manuseio.

A pesquisadora, que entrou com pedido de patente para o projeto em 2012, diz que a lógica do DCTI é muito similar a do ar-condicionado de carros.

“Ninguém gosta de vento no rosto, mas num primeiro momento pode ser refrescante. Então é possível regular a direção para um anteparo, como a separação que costuma existir entre as mesas, para que o ar venha indiretamente”, disse Leite ao “Jornal da USP”.

Segundo a pesquisadora, com a possibilidade de regular a exposição individual ao ar resfriado, o sistema central pode manter uma temperatura média de 23ºC resfriando o ar a apenas 21ºC, e não 13ºC como aconteceria em um sistema tradicional. Desta forma, o sistema central gasta menos energia.

As vantagens, além de econômicas, também podem ser observadas na maior pureza do ar. O sistema tem um filtro no sistema central e solta ar fresco e limpo em um perímetro de 1,5 metro a partir do bocal. Isso diminui a exposição do funcionário a possíveis bactérias ou doenças transmitidas pelo ar.

Ainda faltam investidores
O sistema foi desenvolvido há quase 15 anos e foi patenteado em 2012. Até hoje, no entanto, ele ainda não foi colocado em prática em escala comercial.

A pesquisadora afirma que está em busca de investidores para viabilizar a produção em larga escala. Estima-se que o custo para começar a produção seja em torno de R$ 300 mil a R$ 400 mil.

O custo geral do equipamento é baixo: feito em plástico, ele sai em torno de R$ 30 por unidade, segundo Leite. Para que o DCTI seja implementado, no entanto, é preciso que o local tenha um sistema que resfrie pelo piso — é através dali que cada saída resfriará o ar dos funcionários individualmente.

FONTE: NEXO JORNAL


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