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Má fase da economia pode evitar risco de apagões no RS. População e indústria diminuíram consumo com


Data: 08-02-2017



Foto: Foto: Deyver Dias / Divulgação / CP

Má fase da economia pode evitar risco de apagões no RS. População e indústria diminuíram consumo com a recessão;por Angélica Silveira/Correio do Povo
por Felipe Vieira



Com as altas temperaturas do verão, aumenta o consumo de energia elétrica, especialmente devido ao uso de aparelhos de ar-condicionado. Essa elevação provoca o temor de ocorrência de apagões ocasionados por sobrecarga na rede de energia. Ao que tudo indica, no entanto, a má fase da economia pode salvar o RS momentaneamente de apagões. “O sistema de bandeiras aumenta o valor da conta de luz fazendo com que a população economize energia. Já o setor industrial economiza pela falta de emprego”, observa o professor do curso de Engenharia de Energia da Ufrgs, Paulo Smith Schneider.
Porém, ele alerta. “A rede de distribuição está no limite. Se a demanda aumentar ela não tem como atender, mesmo que haja oferta de energia. Temos um gargalo, uma obstrução na transmissão”, destaca. “Falta previsão e investimento no Sistema Elétrico, que está carente de melhoria em racionalização de energia, como a solar para o banho, que deveria ser estimulada”, exemplifica. O professor acredita que o país tem um excelente sistema de energia interligado, mas que precisa ser revitalizado com investimentos. “Tem que ser maior a taxa de investimento em energia, pois traz o crescimento da sociedade”, relata.
A quantidade ofertada é planejada pela Empresa de Pesquisa de Energia, órgão público vinculado ao Ministério de Minas e Energia, para os próximos 15 anos no país. “Há um planejamento, o que falta é execução”, diz Schneider. Para ele, no momento em que a economia estiver em uma boa fase, as empresas não irão conseguir fornecer energia suficiente. “O sistema se mantém com a economia fraca, pois está faltando investimentos bilionários em linhas de transmissão. Quando o país melhorar economicamente não há como transmitir energia nas linhas que existem”, lamenta.
Segundo o secretário de Minas e Energia do Estado, Lucas Redecker, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) garante que o sistema está seguro por dois anos. Porém, ele entende que o ONS tem que avaliar quais são as medidas necessárias para ampliação de linhas e subestações. Deve continuar investindo mesmo com a retração econômica, para garantir a estrutura.
Para Redecker, uma das principais questões a resolver é encaminhar licenciamento ambiental de forma mais rápida. “Devemos estar atentos para que não atrase obras, para que não tenhamos problemas. A geração depende da finalização das obras das linhas de transmissão da Eletrosul, o que garante a capacidade de escoamento para o futuro”.
Companhias
As companhias de distribuição de energia também preveem um verão sem sustos. Conforme o diretor de distribuição do grupo CEEE, Júlio Hofer, quando se pensa em disponibilidade de energia é considerada a previsão do mercado econômico e de infraestrutura. “Realizamos obras em todas as regiões do Estado, o que trabalha naturalmente os gargalos. São basicamente em novas subestações para aumentar a energia disponível e novas linhas de transmissão que conectam novas fontes de energia, além de obras que permitem transmitir energia de uma região para outra”, explica.
Recentemente, a CEEE fez uma nova linha de transmissão entre as praias de Atlântida e Torres. Em 2016, o investimento da companhia chegou a R$ 42 milhões em manutenção, ampliação de rede, modernização de subestação e investimento tecnológico com equipamento de telecomandado, o que agiliza o atendimento ao cliente, já que pode ser realizado de forma remota.
Durante o verão a CEEE também colocou 45 equipes leves e dez pesadas no Litoral Norte, ampliando o efetivo em aproximadamente 40%. Em relação a transmissão de energia, a companhia também realizou obras. Foram investidos R$ 17 milhões em reforço do sistema para o Litoral Norte.
“Estamos preparados em termos de consumo. Em situações normais não há problemas, apenas se ocorrer alguma intempérie ou colisões em postes de energia. Não haverá corte de luz por falta de disponibilidade no sistema”, garante. Ele conta que, mesmo assim, sempre se tenta antecipar fatores de risco. “Temos este cuidado na estrutura do Estado como um todo”, observa. No Litoral Sul, foram investidos aproximadamente R$ 23 milhões ano passado, não só para o verão. “A estratégia é agir de forma preventiva e preparatória para que não se tenha problemas no fornecimento.”
A CEEE é quem realiza a transmissão de energia para todas as outras companhias do Estado. Segundo o diretor de transmissão do grupo, Luis Carlos Tadiello, a transmissão é realizada para aproximadamente 80% do Estado. “Por isto nos preparamos todos os anos com obras. Em 2016, foram investidos aproximadamente R$ 90 milhões na área de transmissão, com uma série de obras”, afirma o diretor.
Segundo informações da RGE, o horário de verão faz com que diminua o consumo. Neste verão, a empresa está operando com 1.700 Megawatt (MW) carga e o máximo foi em 2014 com 2.100 MW.
Em 2016, a companhia investiu R$ 211,4 milhões, entre os meses de janeiro e setembro, o que representa um crescimento de 6,5% na comparação com os R$ 198,6 milhões investidos no ano passado. Os recursos foram destinados à ampliação e melhoria de redes elétricas primárias e secundárias, na substituição e manutenção de equipamentos e no suporte e crescimento do mercado.
Nos primeiros meses, a distribuidora desenvolveu projetos para tornar o sistema elétrico mais resistente a fatores externos, como os fenômenos do clima. Também são realizadas ações que preparam o sistema elétrico da companhia para um futuro aumento na demanda de energia. Os projetos de suporte de crescimento de mercado receberam R$ 20,7 milhões. Uma parcela foi ampliada na modernização e aumento da capacidade das subestações e nas adequações das redes de distribuição. Em 2017, a expectativa é que sejam investidos aproximadamente R$ 300 milhões.
Há também um crescimento de consumo sazonal em função da safra agrícola, que na área da RGE Sul é mais percebido na lavoura de arroz. A empresa possui um atendimento específico a clientes de grande porte que em sua maioria compra a energia na quantidade que precisa.
Para melhorar as linhas de transmissão, a empresa vem investindo historicamente acima de R$ 250 milhões por ano em obras de melhorias e expansão da rede. A empresa tem aprovada para os próximos três anos um investimento de R$ 1 bilhão. O presidente da RGE e RGE Sul, José Carlos Tadiello, conta que para 2017 estão aprovados todos os equipamentos e fornecedores para construir subestações, linhas de transmissão e a troca de 40mil postes, iniciativa que irá se repetir por mais até 2019.
Também há um plano de manutenção da rede de distribuição da RGE Sul que começou no próximo primeiro de janeiro, para melhorar a confiabilidade do equipamento da RGE Sul. Ele conta que a empresa se prepara para atender ao consumo do mercado. “O sistema é sempre planejado para atender a carga projetando um crescimento de mercado”, enfatiza Tadiello.
A recessão econômica faz com que o consumo de energia elétrica esteja em queda, diminuindo a demanda e ficando abaixo da capacidade oferecida pela empresa. Percentualmente, a demanda tem sido de aproximadamente 80%, ou seja, o sistema opera com folga de 20% em momentos de pico.


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