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REVISÃO DA NBR 16401-3 PROVOCA DEBATE SOBRE RENOVAÇÃO E TRATAMENTO DO AR – REVISTA ABRAVA CLIMATIZAÇ


Data: 29-05-2018

A norma brasileira de ar condicionado ABNT NBR 16401-3 está em revisão, e, possivelmente, será apresentada em breve para apreciação pública. Mas ainda há muita discussão frente às propostas.

De acordo com Mario Sérgio Almeida, presidente do DNPC da Abrava e diretor da MSA Engenharia, a metodologia de cálculo de vazão de ar exterior adotada para a nova versão da norma foi modificada em atendimento às exigências da qualidade do ar pelo próprio mercado de ar condicionado.

“Houve um grande avanço no cálculo da vazão de ar exterior tratado, a fim de promover a renovação de ar interior, com o propósito de manter a concentração de CO2 metabolizado no nível estabelecido pelo profissional de projetos. Doravante, será possível definir qual a concentração de dióxido de carbono desejada para o ambiente climatizado, e, desta forma, garantir que o resultado seja alcançado”, explica Almeida.

Ele acredita que a fonte de ar externo disponível será de fundamental importância, visto que a concentração de dióxido de carbono varia a depender do local de sua captação, pois quando a única fonte disponível de ar exterior estiver contaminada por determinados poluentes, como em centros urbanos, terminais aeroportuários e rodoviários, e em certas indústrias químicas e petroquímicas, a instalação de dispositivos específicos para retirar esses poluentes do ar de renovação deve ser avaliada e decidida em comum acordo entre o projetista e o contratante. As novas vazões de ar de renovação a serem estabelecidas na ABNT NBR 16401-3 independem da capacidade, ou do tipo de instalação, isto quer dizer que todas as instalações de ar condicionado devem adotar renovação de ar exterior, com exceção para as instalações de ar condicionado residencial, que não fazem parte do escopo da nova norma.

“O dióxido de carbono – CO2, gás pouco reativo, tornou-se um parâmetro de controle da qualidade de ar interno, e sua efetiva concentração alcança média mundial de 400 ppm, podendo chegar a valores superiores a 500 ppm nos centros urbanos. Podemos inferir que o dióxido de carbono é um marcador químico cuja quantificação é um indicador da presença de outros contaminantes típicos de ambientes internos climatizados, como odores de efluentes biológicos emitidos pelos ocupantes do ambiente. A orientação da metodologia de cálculo para as novas vazões de ar exterior foram a partir das seguintes informações: concentração de dióxido de carbono do ar externo, características físicas do ambiente (comprimento, largura e altura), quantidade de pessoas que ocupam o ambiente, atividade física dos ocupantes do ambiente, e fator de diversidade de ocupação”, informa Almeida.

Para Oswaldo Bueno, diretor da Oswaldo Bueno Engenharia e coordenador do CB 55 da Abrava, as alterações mais significativas quanto à qualidade do ar são a renovação e filtragem do ar. Na renovação do ar, o cálculo baseado no CO2 (marcador referência não tóxico) é em função de pessoas, medindo o metabolismo (atividade) e quantidade, apresentando o resultado em duas colunas com um diferencial de 500 ppm (maior vazão, prevendo que a concentração do CO2 no ar externo possa atingir 500 ppm) e com 700 ppm a menor vazão. “É muito importante o procedimento de cálculo do CO2 e do filtro de ar, que está detalhado, permitindo ao projetista atender o seu cliente, mesmo nas condições mais adversas”, enfatiza Bueno.

“Com o novo processo de cálculo estaremos acima dos valores mínimos da NBR 16401, de 2008. Com o cálculo poderemos escolher o melhor valor para as condições internas e externas do local, bem como das pessoas no ambiente com ar condicionado. Na NBR 16401 – parte 3, de 2008, o valor da vazão de ar obedecia a uma soma de dois valores: um referente às pessoas e outro referente a área, seguindo a Ashrae 62.1 da época. Hoje, continuamos a calcular os dois valores, pessoas e área, mas comparamos os dois e adotamos o maior, partindo do princípio que a renovação de ar irá diluir os contaminantes, devido às pessoas, e à área de piso. O CO2 na verdade é um marcador, uma referência para outros contaminantes liberados pelas pessoas. Os estudos mostraram que com 1.000 ppm de concentração de CO2 temos um bom desempenho nas tarefas que exijam concentração e ou aprendizado (escolas) e que a partir de 1.200 ppm de CO2 começamos a reduzir a nossa eficiência no trabalho e no aprendizado. É importante afirmar que é a concentração de CO2 resultante das pessoas que liberam uma série de contaminantes que, estes sim, tornam o ambiente de difícil concentração. Um teste foi feito com 3.500 ppm de CO2, mas químico, sem a concentração dos contaminantes gerados pelas pessoas; as pessoas continuaram sem perceber e sem perda de eficiência, mas no ambiente com 3.500 ppm devido às pessoas e seus contaminantes, estas se sentiram indispostas e reduziram a capacidade de trabalho”, afirma Bueno.

O presidente do DNPC orienta que, de acordo com a nova metodologia de cálculo para a renovação de ar exterior, é necessário basicamente as seguintes informações: concentração de dióxido de carbono do ar externo, características físicas do ambiente (comprimento, largura e altura), quantidade de pessoas que ocupam o ambiente, atividade física dos ocupantes do ambiente, e fator de diversidade de ocupação.

Com estes dados será possível atender ao Passo 1: Cálculo da vazão eficaz.

A vazão eficaz de ar exterior Vef1 é diretamente relacionada à quantidade de pessoas presentes.

A vazão eficaz de ar exterior Vef2 é diretamente relacionada à área do ambiente.

São calculadas pelas equações:

Vef1 = Pz * Fp * D (1) Ou Vef2 = Az * Fa (2)

Sendo:

– Vef é a maior vazão eficaz de ar exterior adotada entre Vef1 e Vef2, expressa em litros por segundo (L/s);

– Fp é a vazão por pessoa, expressa em litros por segundo por pessoa (L/s*pessoa);

– Fa é a vazão por área útil ocupada, expressa em litros por segundo por área útil ocupada (L/s*m²);

– Az é a área útil ocupada pelas pessoas, expressa em metros quadrados (m²);

– D é o fator de diversidade de ocupação (que corrige somente a fração do ar exterior relacionada às pessoas).

Os valores a adotar para Fp e Fa constam na Tabela 1, conforme modelo reduzido.


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